Aura humana

Capítulo 8

Enfeitiçamento por meio da aura humana

 

            PERGUNTA: – De que modo o enfeitiçamento penetra na aura humana?

RAMATÍS: – Toda movimentação de energias para fins destrutivos é um ato de enfeitiçamento. O ser humano absorve e esparge energias radiantes em todas as faixas vibratórias do Cosmo; no plano físico, em forma de calor ou eletricidade animal; no etérico, na espécie de forças imponderáveis vitalizantes impregnadas de éter-físico e químico, projetadas pelo duplo etérico. O pensamento propaga ondas mentais, que agem e reagem noutros seres, afetando-lhes o caráter da vontade e do temperamento. Funcionando como usina criadora de forças em todos os campos da vida oculta, o homem também é um receptor e transformador energético absorvendo e transformando a carga que recebe de fora, devolvendo-a depois conforme a sua mentalidade moral e emotiva. Há uma interpenetração incessante entre todas as criaturas, que se processa através de suas expressões mentais, etéricas e elétricas. Nada existe completamente separado, pois tudo é interligado por imensurável rede de vibrações, que pulsam conforme as influências e reações recíprocas entre os homens.

A mente humana, portanto, assemelha-se a poderosa estação receptora e emissora, criando em torno do homem uma atmosfera boa ou má, a qual varia de acordo com a sua conduta e os seus pensamentos. O metabolismo nas trocas áuricas faz-se por afinidade eletiva ou em simpatia com as vibrações provindas de forças mentais, astrais, etéricas ou eletromagnéticas emitidas por outros seres, pois a mente humana vibra em absoluta sintonia com a natureza substancial das energias que lhe vêm do exterior. Assim como um copo de água é veículo conveniente para dissolver mortífera gota de veneno, a mente humana debilitada pela desarmonia psíquica pode tornar-se propícia a disseminar o tóxico magnético do enfeitiçamento.

 

            PERGUNTA: – Qual a configuração e formação da aura humana?

RAMATÍS: – A aura humana mostra-se à visão do clarividente semelhante a um enorme ovo evanescente, resultante da própria irradiação psíquica do indivíduo. A sua forma característica, comumente oval, circunda o homem até 80 a 90 centímetros, esfericamente, em torno do seu corpo. A aura humana não é o próprio indivíduo, mas apenas a sua irradiação a síntese dos eflúvios de vários princípios energéticos que funcionam em diversos planos, inclusive a soma das radiações do desgaste e resíduos do próprio duplo etérico.

Todas as coisas e seres criados por Deus são centros de energia condensada e comprimida, conforme aventou Einstein. Porém, essa energia, condensada no estágio material da vida, acha-se num estado “antinatural”; ela forceja continuamente por retomar ao seu plano original de energia livre, onde, realmente, se manifesta em sua plenitude integral. Deste modo, o mundo exterior ou físico desmaterializa-se, segundo por segundo, ante a fuga incessante dessa energia, inerente à aura de cada objeto, planta, ave, animal ou homem, variando apenas quanto ao tempo ou prazo de sua libertação. Como outros minerais, o rádio extingue-se mais cedo no cenário físico, pois decorrido certo tempo, ele será apenas energia desintegrada e perde a sua forma transitória no mundo físico. Mas continua a existir ainda mais vivo e poderoso no seu verdadeiro reino oculto do Cosmo!

Todas as substâncias, coisas e seres têm uma aura de irradiação oriunda dos seus princípios elementares constitutivos, pois a expansividade e a fuga energética é seu determinismo de vida. A matéria, figuradamente, é uma coisa “anormal”; todas as formas do mundo palpitam em alta tensão, pois não passam de prisões transitórias de energia, a qual se esforça incessantemente para retomar ao seu plano de origem. O conteúdo íntimo de qualquer objeto, forma ou ser, no mundo físico, vibra numa reação rebelde e constante para fugir da sua condição incômoda e anormal de matéria! É um esforço expansivo e incessante para regresso à sua autenticidade energética. Por isso, os hindus aconselham o homem a libertar-se de “Maya”, a grande ilusão representada pelo mundo material, efêmero e instável, onde os mais atraentes aspectos e fascinantes prazeres não passam de formas transitórias a caminho de sua dissolução em energia!

A desintegração atômica é somente a libertação prematura da energia prisioneira da condição matéria; isto é, graças à intervenção violenta da ciência humana no campo da força nuclear, então é feito de modo apressado aquilo que seria feito a longo prazo! A configuração exterior do Cosmo é apenas energia comprimida, a qual escapa ou sublima-se sem descanso, para retomar à sua fonte real. Disso resulta a aura esferóide ou ovalada que se irradia de tudo, ultrapassando sempre o espaço ocupado pelas coisas e pelos seres vivos. A aura lembra a chama que se evola esfericamente do pavio da vela, o calor irradiado de uma estufa, o perfume evolado de uma flor ou a luz de uma lâmpada!

 

            PERGUNTA: – Quereis dizer que a aura é uma irradiação do ser ou da coisa no mundo. Não é assim?

RAMATÍS: – A aura é somente a irradiação de um núcleo, veículo ou corpo central, que gera ou mobiliza as energias em incessante desgaste. Todos os seres vivos, inclusive os vegetais, são dotados de um duplo que lhes configura a forma e também traça os limites do seu crescimento e expansividade. Assim como o homem é portador de um perispírito, que lhe dá a forma humana e o mantém equilibradamente no meio onde habita, as espécies vegetais também possuem um corpo etérico provisório nutrido pelo prana ou vitalidade, o qual se desata da semente e expande-se até um limite peculiar.

Se o homem não fosse um perispírito limitado na sua configuração humana, é óbvio que ele cresceria indeterminadamente em todos os sentidos 1 e durante a sua existência física, tornando-se a humanidade terrena um conjunto de gigantes em relação à sua estatura tradicional por nós conhecida. Em breve, o orbe terráqueo estaria saturado e superpovoado por tais gigantes e coberto por uma vegetação em incessante crescimento. No entanto, graças ao perispírito, que funciona à guisa de um “cartucho” ou “molde” invisível a impedir o crescimento anormal do homem e do animal, e o duplo etérico que contém os vegetais, a Terra ainda é planeta suficiente para ser povoado e cultivado por incontáveis milênios.

1 – Evidentemente, se não fosse o perispírito, o homem que cresce 1,70 m. em 20 anos, então deveria atingir 3,40 aos 40 anos, 5,10 aos 60 anos e 6,80 caso chegasse aos 80 anos! Isso é a prova suficiente da imortalidade da alma, que situada no mundo oculto disciplina e sustém o corpo físico.

 

PERGUNTA: – Poderíeis dar-nos a descrição pormenorizada dos princípios que constituem a aura humana?

             RAMATÍS: – A aura humana resulta do amálgama ou da fusão de sete princípios fundamentais, que compõem o homem e variam na sua massa de luz, cor, energia e odor, conforme seja o caráter, temperamento e a graduação espiritual do ser. Ainda se fundem no todo áurico do homem outras emanações provenientes do próprio corpo físico, como o seu magnetismo, calor, odores e a eletricidade biológica.

Como a carga enfeitiçante projetada no processo de bruxaria atinge em primeiro lugar a chamada “aura da saúde”, emanada propriamente do corpo físico e, em seguida, afeta fortemente a “aura prânica” ou vital, cuidaremos principalmente destas últimas. Aliás, a aura da saúde configurada pelos eflúvios prânicos ou vitais funde-se com a própria aura física revestida de calor e odor humanos, especificidade magnética e eletrização do homem, formando o conjunto mais compacto à visão perispiritual. Ademais, ela irradia também as exsudações dos próprios minerais organogênicos em atividade no corpo carnal, como ferro, cádmio, fósforo, flúor, cobre, titânio, cálcio e outros, inclusive o que poderíamos dizer “transmigração nervosa”. Há, ainda, uma cintilação que vai do alumínio fosco, por vezes rosado, até ao tom de prata ou níquel, que se exorna diretamente do duplo etérico e dos “chacras”, ou centros de forças que interligam o perispírito à sensibilidade humana.

Essa aura da saúde, a mais grosseira do homem, mostra-se numa cor branco-azulada de água clara em sua manifestação comum, algo de metálica e brilhante. Tem o aspecto do ovo vaporoso e estriado, cuja casca é semelhante a uma crina eriçada de agulhas cintilantes, as quais são retas e claras, quando há saúde e vitalidade, e torcidas, enrosca das ou obscuras, como cabelos encrespados nas zonas enfermiças do corpo humano. Lembra uma veste de pele de marta, por exemplo, onde em vez de pêlos existam agulhas finíssimas em tom de alumínio brilhante. A aura da saúde desprende partículas radioativas impregnadas de éter- físico, as quais permanecem longo tempo no local onde são projetadas, assinalando a pista da pessoa ou animal que transitou por ali, e que os cães farejam pondo-se no encalço de fugitivos ou desaparecidos. 2 Mas como a água absorve a eletricidade, os cães perdem o faro do fugitivo que atravessa a água corrente.

2 – Por coincidência, extraímos da revista Seleções, de setembro de 1966, o seguinte relato da descoberta atual no campo da fotografia, com as chamadas “câmaras de calor”, e que comprova satisfatoriamente os dizeres de Ramatís, quanto à “pista radioativa” que o homem deixa por onde passa e produz, devido aos eflúvios de sua aura. Eis o relato: “Para apreciar o que a câmara de calor pode fazer, imagina-se uma fotografia de três cadeiras vazias, duas das quais foram ocupadas recentemente. O “retrato térmico” da câmara mostra não só o tamanho e a forma aproximada dos homens que estiveram sentados ali, mas também que um deles estava com as pernas cruzadas. No entanto, os homens haviam saído 15 minutos antes de ser tirada a fotografia. Esta câmara fotográfica do “passado” pode fotografar um parque de estacionamento de automóveis vazio e revelar quantos carros estiveram ali estacionados, simplesmente pelos locais “frios”, onde os carros protegeram o solo contra o calor do Sol”.

A aura do duplo etérico é distinta da aura do corpo físico, e quando saudável, lembra a aparência de uma chispa elétrica gigantesca, de cor róseo-pálida, suave, mas brilhante, incolor e vaporosa. A carga do feitiço, então, produz o seu impacto mais profundo e perturbador na aura do duplo etérico, pois atinge os chacras ou centros de forças etéricos, causando-lhes desequilíbrio no funcionamento habitual e na troca de energias que descem do mundo espiritual e cruzam-se com as forças que sobem do mundo animal.

As pessoas com muito prana ou vitalidade “vendem saúde”, conforme diz o velho refrão popular, mas também são facilmente vampirizadas em suas energias vitais, quando cumprimentam outras criaturas mais enfraqueci das, ou se gesticulam em demasia movendo os braços em direção dos ouvintes, praticando uma espécie de passes inconscientemente. Assim como a Ciência já assinala e examina a aura do corpo-físico do homem, que lhe irradia o eletromagnetismo, o calor e o odor, no futuro, ela também conseguirá identificar a presença do éter-físico e as suas quatro funções química, vital, luminosa e refletora do duplo etérico do homem.

 

            PERGUNTA: – Toda carga enfeitiçante penetra na aura das criaturas?

RAMATÍS: – Alhures, já repetimos que o êxito da bruxaria, no mundo, é culpa exclusiva da própria humanidade, que vive indiferente às mensagens e aos ensinos libertadores dos grandes instrutores da Espiritualidade superior. Os homens ainda confundem espiritualismo com espiritualidade, ou práticas religiosas com evangelidade! Julgando que a crença, o simples viver em ambientes religiosos e esotéricos são suficientes para imunizá-los contra as ofensivas maldosas dos mais agressivos, descuram-se de sua iniciação interior e do burilamento constante do cidadão espiritual!

Ademais, o homem cristão, aquele que segue os ensinamentos deixados por Jesus de Nazaré na face do Ocidente terráqueo, é avesso às prescrições morais de Buda, Confúcio, Crishna, Hermes e outros líderes siderais. Isso então produz uma linha separativista no corpo do Cristo, o qual é incondicionalmente Amor e Efusão Espiritual sem limites de crença ou de preferências religiosas. Enquanto o cristão segue uma ética que o isola dos demais homens afeitos a outras éticas espiritualistas, a criatura cristificada é universalista e jamais discute, critica ou opõe restrições a quaisquer empreendimentos, esforços, preferências doutrinárias religiosas e espiritualistas do irmão!

Eis por que a defesa e a imunidade natural do homem contra o enfeitiçamento verbal, mental e físico, também varia segundo o potencial de “cristificação” e não conforme a sua adesão a determinado credo. Há muita exortação lacrimosa nos templos religiosos, tendas espíritas ou umbandistas, que satisfazem o sentimentalismo em horas especiais, mas nada tem a ver com a vivência estóica e sadia, que o Evangelho conclama para a vida cotidiana. O homem não adquire a sua segurança espiritual contra os impactos ofensivos da bruxaria do mundo, só porque lê ou recita o Evangelho em momentos programados por líderes religiosos. Isso ele só o conseguirá quando for tão assiduamente “evangelizado”, como precisa atender à necessidade de respirar.

É evidente que os impactos de feitiço jamais poderiam infiltrar-se pela aura de poderosa blindagem fluídica de Francisco de Assis, Buda ou Jesus, assim como um punhado de lodo jamais poderia ferir a luminosidade solar!

 

PERGUNTA: – Considerando-se que são raras as criaturas de graduação crística tão elevada como um Francisco de Assis, Jesus ou Buda, então o feitiço atua realmente em toda a humanidade?

RAMATÍS: – Em verdade, o enfeitiçamento é praticado pela humanidade desde há milênios, como resultante do seu primarismo espiritual. Considerando-se que todos os homens passam pela fase natural desse primarismo, que se constitui na base da consciência humana, obviamente, todos nós, em certa época, já praticamos o feitiço! E como a humanidade terrena ainda é de graduação primária, guerreira, vingativa, viciada e carnívora, a bruxaria predomina na Terra, incessantemente intercambiada por força de pilhagem, despeito, ciúmes e desforras entre os homens! E acontecimento que exercem os vivos na carne, e os mortos sem corpo, pois os homens deixam a tumba no cemitério, mas ingressam no Além-túmulo carregando na alma as paixões e os vícios que cultuam avidamente na existência carnal!

Por isso, ainda persiste o abominável círculo vicioso, em que os “mortos” vampirizam os “vivos”, até se processar a substituição natural, em que os novos mortos passam a explorar os antigos exploradores renascidos na carne! É um culto incessante às emoções e paixões inferiores da matéria, semeado de angústias, desventuras e imbecilidades, que são produzidas pela vingança recíproca, sob o clima enfermiço que sustenta a obsessão, feitiçaria e o vampirismo dos “repastos vivos”. Dentro de cinqüenta ou oitenta anos, a atual humanidade encarnada será substituída completamente pela reserva que atualmente habita o mundo astral, em que os feiticeiros de hoje serão os enfeitiçados de amanhã, apenas disfarçados na troca de vestimenta carnal e mudança de posição. Nesse intercâmbio funesto e depreciativo, em que milhões de almas encarnadas e desencarnadas rendem guarda à carne febricitante de paixões, assim como se faz a troca das sentinelas militares, a estupidez e a burrice levam os espíritos a viverem como crianças daninhas, em que uma cospe no copo de água da outra! Quantos milhares de anos os homens tolos ainda viverão a cuspir reciprocamente nos seus copos de água, a contaminar a venturosa linfa sadia da vida espiritual? Quantos homens despertarão no decorrer dos próximos milênios, sob o ensino crístico dos instrutores espirituais, e se libertarão da manada humana, cega e instintiva, que se escoiceia e investe-se mutuamente, para roer o minguado pasto de capim amarelado do mundo carnal?

É evidente, pois, que o feitiço atua realmente em toda a humanidade!

 

PERGUNTA: – E qual é o processo de penetração do feitiço na aura humana?

RAMATÍS: – A carga enfeitiçante projetada pelos objetos transformados em’ acumuladores de forças está saturada de fluidos eletromagnéticos e etéricos do campo atômico desses mesmos objetos que são potencializados pelo feiticeiro ou espíritos desencarnados. Em conseqüência, essa carga “trienergética” produz um impacto ofensivo e perturbador sobre a vítima, atuando pela sua natureza eletrônica, magnética e etérica.

Atinge primeiramente a aura da saúde, depois penetra até o duplo etérico e perturba o metabolismo delicado dos chacras.

Cada centro de força etérica, além do seu trabalho individual de captar o prana destinado a certa região orgânica e nutrir o sistema nervoso, endocrínico e sangüíneo, também deve atender às relações entre o perispírito e o mesmo setor físico. Quando esse metabolismo etérico é adulterado pelo impacto enfeitiçante, isso dificulta a recomposição vital dos principais órgãos do corpo físico e o seu controle pelo espírito. Lembra o cocheiro que não consegue manter a viatura na estrada certa, porque o cavalo, que é a energia intermediária, torna-se indócil e violento. O espírito, sob o descontrole dos chacras, então comete desatinos e perturba-se no rumo sensato da saúde, optando por alimentação viciosa ou alérgica, do que resulta a conseqüente enfermidade física. E sob o trabalho obsessivo dos espíritos malfeitores, então falham os diagnósticos médicos, as chapas radiográficas, os exames de sangue ou sedimentos orgânicos, embora o clínico observe a manifestação de sintomas patogênicos.

Enquanto a ciência ainda duvida da impossibilidade de projeção de cargas fluídicas enfeitiçadas sobre os seres humanos, à distância, ela mesma projeta energia elétrica que acende cidades, envia radiofotos ou orienta aviões longinquamente! O “controle-remoto” no campo das ondas eletromagnéticas, porventura não lembra o processo e o domínio do feiticeiro na bruxaria à distância? O fluido “od”, descoberto por Reichembacker, aliás, fluido eletromagnético gerado pelos corpos minerais, vegetais e animais, justifica a possibilidade de se acumularem cargas benfeitoras ou daninhas, que depois podem ser projetadas sobre determinadas pessoas!

 

PERGUNTA: – As cores áuricas também influem quanto à defensiva, em relação aos impactos de enfeitiçamento?

RAMATÍS: – As cores e os eflúvios coloridos são resultantes dos pensamentos e sentimentos humanos, mas não significam energias específicas que possam dinamizar ou proteger contra os impactos enfeitiçantes. São campos vibratórios, segundo as revelações emotivas e mentais dos seres, que podem revelar aos clarividentes o estado de espírito no momento.

Os sentimentos amorosos e pacíficos, o desejo ardente de proteger e servir o próximo criam uma aura benéfica protetora matizada de cores agradáveis, nítidas, claras e quentes! Os “pensamentos-formas” e as ondas mentais de alta vibração espiritual, além de se revelarem no mais belo colorido à visão transcendental, transformam-se em verdadeiros guardiões luminosos em torno do ser! Quando as mães se devotam amorosamente aos filhos, e os cuidam atentamente em estóica vigilância, produzem uma formosa aura de suave lilás- róseo e refulgente, que encanta pela sua beleza incomum!

Os pensamentos e sentimentos movem-se revestidos de cores inerentes à sua origem boa ou má; uma pessoa, quando mergulhada num ardente desejo de oração, envolve-se num azul claro e atraente, a dominar os demais matizes de sua aura; os impulsos de simpatia produzem tons agradáveis de um verde-seda, brilhante e afável, enquanto os raciocínios elevados vibram em matizes de amarelo puro e franjas douradas. Daí, a necessidade de o homem dominar o corpo mental e astralino, a fim de evitar a criação de formas-pensamentos degradantes e ofensivas, porque elas vagueiam em busca de outras mentes afins e depois retomam centuplicadas em sua força perniciosa de origem. A projeção resistente de uma certa cor sobre outra pessoa pode despertar-lhe estímulos e associações de idéias que geram tal cor.

 

PERGUNTA: – Por que o duplo etérico e os chacras não oferecem resistência ao impacto das forças nocivas projetadas pelos objetos enfeitiçados?

RAMATÍS: – Explicamos, em outra obra 3 que o prana ou a energia vital promanada do Sol, indispensável na construção das formas do mundo material e em toda a manifestação de vida no Cosmo, também nutre a vivência mental, astral e etérica no mundo oculto. Não poderia existir a vida sem o prana, sopro de vida ou energia vital, que respira em qualquer latitude cósmica. Quando o homem se embebe de bastante prana de boa qualidade, ele também é invulnerável aos impactos das energias inferiores; mas, enfraquecido, é incapaz de reagir à ofensiva do feitiço e de outras cargas de ordem subversiva.

3 – Vide o capítulo “Algumas Noções Sobre o Prana”, da obra Elucidações do Além, Ramatís, Editora do Conhecimento.

Mas é preciso não esquecer que só os pensamentos e emoções sublimes arregimentam o prana de alto potencial energético, defendendo tanto a circulação do duplo etérico, o dinamismo dos chacras, como o conjunto carnal! Mas o homem que se deixa dominar por estados de espírito maledicente, pessimista, vingativo, egotista, avaro, ciumento, cobiçoso, cruel ou odioso, também se transforma em feiticeiro de si mesmo, produzindo impactos danosos no seu duplo etérico e no metabolismo sensível dos chacras. Então, a sua aura defensiva torna-se vulnerável a qualquer carga exterior de natureza ofensiva, pois ele mesmo enfraquece a sua resistência vital e se expõe às forças degradantes e maléficas do mundo astralino. 4

4 – Nota de Ramatís: – Quando Jesus recomendava ao homem o “Amai-vos uns aos outros”, Ele oferecia uma das fórmulas extraordinárias da saúde humana, pois o amor é a maior fonte de atração de prana superior e necessário para uma vivência saudável e venturosa. O ódio contamina o prana e o enfraquece, produzindo a enfermidade e a desventura.

O duplo-etérico e o seu admirável sistema de chacras são como a porta intermediária entre o perispírito e o corpo físico. Quando enfraquecido por um prana reduzido ou de má qualidade, conseqüente aos descontroles emotivos e mentais, ele não consegue opor resistência às mesmas forças degradantes que provêm de fora e que se afinam com a própria base subvertida já existente no âmago do ser!

 

PERGUNTA: – De que modo a carga enfeitiçante pode provocar certas doenças, quando isso é de origem microbiana ou virulenta?

RAMATÍS: – Assim como o fogo, à noite, atemoriza as feras e protege os caçadores, a aura humana, quando de freqüência sadia pelo seu elevado energismo prânico, também forma uma zona protetora em torno do homem, mantendo à distância a fauna mórbida de bacilos, vibriões, larvas e miasmas psíquicos invisíveis. Em virtude da relação muito íntima entre o duplo etérico e o sistema nervoso, qualquer ação exercida sobre a aura etérica repercute imediatamente sobre este e, simultaneamente, atinge o sistema endocrínico e a circulação sangüínea. Quando ocorrem frinchas ou rupturas na aura etérica embebida de prana muito pobre, isso então permite a invasão das espécies microbianas astralinas e enfermiças, com a conseqüente alteração no comando do sistema nervoso. Tais germens nutrem-se e fortificam-se penetrando na corrente sangüínea, não tardando em causar a desarmonia fisiológica e os surtos de enfermidades físicas. Obviamente, é a harmonia emotiva, mental e espiritual, que assegura a estabilidade orgânica humana e fortifica a aura vital contra as investi das perigosas do mundo astralino inferior.

Enquanto as virtudes dinamizam o prana ou a vitalidade humana, os pecados baixam-lhe a qualidade e enfraquecem o tom defensivo, estabelecendo as condições mórbidas. Também os excessos glutônicos de mesa, alcoólicos e vícios degradantes, inferiorizam a rede prânica de sustentação energética na organização psicofísica do homem!

 

PERGUNTA: – Desejaríamos compreender melhor o processo de a aura humana atrair os enxames de germens psíquicos, que depois se revigoram nos próprios fluidos mórbidos de enfeitiçamento e penetram na fisiologia do ser, causando doenças e perturbações nefastas.

RAMATÍS: – Considerando-se que não existem milagres, mas apenas acontecimentos incomuns subordinados às leis de Deus, há sempre um fundamento científico no âmago de todos os fenômenos, por mais fantasiosos e supersticiosos que os julgue a ciência.

Quando a carga de enfeitiçamento atinge a percepção física do indivíduo, ela já percorreu e se manifestou gradativamente nos demais planos que constituem o homem invisível, ali nutrindo-se pelas forças primárias que sustentam á matéria. Mas é evidente que Deus não criou seres deliberadamente maléficos ou enfermiços, como o sapo que é usado no feitiço, nem as faunas microbianas psíquicas ou físicas que produzem as doenças humanas. O bacilo de Koch e o de Hansen, por exemplo, não são especificamente tuberculínicos ou morféticos, mas eles só proliferam no organismo das vítimas que produzem as condições eletivas para uma procriação enfermiça!

Os micróbios, bacilos, vibriões e miasmas convergem, aflitos e esfomeados, para as zonas orgânicas do homem ou animal, que lhes oferecem condições favoráveis para nutrirem-se e procriarem a sua espécie, independente de enfeitiçamentos, lei do Carma ou descontroles emotivos e mentais! Eles agem impelidos pelo próprio impulso sagrado de vida que Deus lhes concedeu, embora disso possam resultar prejuízos para o seu hospedeiro.

Os insetos e os ratos evitam as residências freqüentemente imunizadas por processos profiláticos contra as invasões nocivas; mas acomodam-se, tranqüilos, nas taperas sórdidas infestadas de vermes e miasmas. A mente humana tanto pode ser um jardim de flores perfumadas, preferido pelas andorinhas, borboletas e beija-flores, como o monturo sombrio, onde se alimentam e se refugiam corujas, morcegos e escorpiões mentais!

 

PERGUNTA: – Alhures mencionastes “momentos de animalidade” e “momentos de angelitude”, que identificam as condições defensivas da aura humana. Podeis dizer-nos algo a respeito?

RAMATÍS: – A impaciência, ira, inveja, intolerância, maledicência, o ciúme, despeito, orgulho, ódio, egoísmo e amor-próprio e demais pecados semelhantes geram substância mental perniciosa e de ruim qualidade. Então, as criaturas vivem “momentos de animalidade”, pois dominam no seu perispírito as energias inferiores que, além de causarem um abaixamento vibratório no campo de defesa eletromagnético, tornam-se uma fonte de atração para fluidos semelhantes. Em tal caso, as cargas enfeitiçantes agem à vontade e alimentadas pela própria lei de que “os semelhantes atraem os semelhantes”! Mas, nos “momentos angélicos”, o homem só vive emoções e sentimentos superiores como o amor, altruísmo, a renúncia, bondade, tolerância, humildade, alegria e confiança, confeccionando forte couraça de substância mental protetora, que rechaça os impactos malévolos do enfeitiçamento.

A mesma lei vibratória que impede os raios do Sol de se fixarem no vaso de lodo, também evita que os pensamentos sublimes se infiltrem nas auras sujas, viscosas, densas e alimentadas pelo magnetismo primário dos homens animalizados. No entanto, assim como o lodo nauseante não pode obscurecer o Sol, porque o astro-rei vibra em freqüência mais elevada, os fluidos daninhos de baixa vibração também não podem afetar a aura refulgente dos espíritos excelsos.

 

PERGUNTA: – Embora considerando-se que os estados pecaminosos tornam a aura do homem vulnerável aos impactos enfeitiçantes e pensamentos daninhos, porventura o homem não possui um sentido inato de orientação ou comando espiritual sensato, que deveria livrá-lo da hipnose maléfica do feitiço?

RAMATÍS: – Sob a carga de fluidos inferiores projetada pelo feitiço, a criatura sempre leva a pior na competição da vida cotidiana, pois a sua aura densa a impede de captar as intuições e sugestões benéficas do seu próprio guia espiritual.

Ela, então, é vítima de todas as circunstâncias desfavoráveis e comete os piores equívocos contra si mesma; quando precisa de um médico para atender qualquer enfermidade, os maus fados só a encaminham para um facultativo inexperiente ou mal-assistido, cujo diagnóstico, além de falho, ainda sugere medicação inócua! O enfeitiçado é um mundo de incoerências sob a ação sarcástica do mundo oculto; é a vítima das peças mais desabusadas e conduzido aos piores negócios! Enquanto os espíritos malévolos infiltram pensamentos nocivos, idéias enfermiças e sugestões imbecis, os verdadeiros amigos e benfeitores lutam para operar através de um campo vibratório letárgico!

 

PERGUNTA: – Quando os pensamentos enfeitiçantes maldosos de ódio atingem as pessoas altamente evangelizadas, o que acontece?

RAMATÍS: – Os pensamentos malignos, que se chocam com as auras das pessoas “altamente evangelizadas”, refratam-se e retomam imediatamente pela linha de menor resistência à imprudente criatura que os enviou, que recebe a carga mortífera centuplicada sob o velho axioma de que “o feitiço volta-se contra o próprio feiticeiro”! Os feiticeiros experimentados jamais se arriscam a enfeitiçar pessoas de elevado padrão espiritual, pois eles sabem que o rebate é imediato e tão violento, quanto seja o energismo defensivo da fonte que os repele!

Infeliz do espírito ou feiticeiro que ousa projetar a sua carga maléfica sobre qualquer núcleo de forças de alta voltagem espiritual! Jamais ele se rearticula para tentar outra operação semelhante!

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Índice de Magia de Redenção

Invocação às Falanges do Bem
Duas palavras
Explicação necessária
Prefácio
Palavras de Ramatís
1. Considerações sobre o feitiço
2. Enfeitiçamento verbal
3. Enfeitiçamento mental
4. Enfeitiçamento por meio de objetos
5. Enfeitiçamento por meio do sapo
6. Enfeitiçamento por meio do boneco de cera
7. Enfeitiçamento por meio de metais organogênicos
8. Enfeitiçamento por meio da aura humana
9. O uso do cabelo na feitiçaria
10. O mau-olhado
11. O uso de amuletos e talismãs
12. Benzimentos e simpatias
13. As defumações e as ervas de efeitos psíquicos
14. A importância dos ritos, cerimónias e conjuros
15. A influência das cores na feitiçaria
16. Os males do vampirismo
17. O feitiço ante os tempos modernos
18. O feitiço e o seu duplo efeito moral