Benzimentos e simpatias

Capítulo 12

Benzimentos e simpatias

 

PERGUNTA: – Os tradicionais benzimentos produzem algum efeito positivo nos pacientes?

RAMATÍS: – Desde que confieis no poder do bem, é evidente que também deveis confiar no benzimento, pois este é um modo de praticá-lo! Há quem maldiz e quem abençoa; quem benze, abençoa! É tão funesto desejar o mal, como é benéfico desejar o bem; o benzedor, portanto, é a criatura que durante alguns momentos abdica de seus interesses e de sua própria comodidade, a fim de movimentar forças em favor de outrem. Portanto, descrer do benzimento é o mesmo que descrer da positividade do bem!

 

            PERGUNTA: – O benzimento seria um ato de magia?

RAMATÍS: – Conforme diz o dicionário comum, “magia é a ciência ou arte de empregar conscientemente os poderes invisíveis para obter efeitos visíveis”. A vontade, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem e quem os desenvolve e os emprega conscientemente é um mago!

Em conseqüência, o benzedor, que benze, faz simpatias ou responsos, exorcismos ou passes, é a pessoa que está mobilizando os poderes invisíveis para conseguir resultados positivos no mundo material. E como emprega tais poderes para o bem, é, também, um mago que pratica magia branca. Não importa se ele não se cerca dos apetrechos consagrados pela tradição milenária da magia. Mas é um mago popular praticando a sua magia a varejo e destinada a fins de menor importância. O benzimento é um ato de magia teúrgica, porque é uma arte de fazer milagres!

 

PERGUNTA: – Como se produz o efeito benéfico nos tradicionais benzimentos de “quebranto” das crianças?

RAMATÍS: – As criaturas que praticam o benzimento são verdadeiros transformadores vivos, pois dissolvem o fluido do mau-olhado ou da projeção mental à distância e malevolamente incrustados na aura das crianças. Elas se ajustam muito bem no conceito dinâmico recomendado por Jesus: “Quem tiver fé como um grão de mostarda, remove montanhas”.

Em face da maldade ainda predominante no mundo primário terreno pelo entrechoque dos piores sentimentos de raiva, ódio, ciúme, perversidade e orgulho, o benzedor é um “oásis” no deserto escaldante do sofrimento humano! Ele cura bicheiras, levanta quebranto, alivia epilépticos, afasta mau-olhado, acalma vermes, reza responso para descobrir aves e animais perdidos, defuma residências enfeitiçados, limpa a aura das criaturas contaminadas com maus fluidos, expulsa o azar da vida alheia, benze eczemas e impingens, conserta espinhela e arca caída das crianças recém-nascidas, benze de inveja ou de susto, faz simpatias que derrubam verrugas ou calos!

Mais vale a preta velha com o galho de arruda, cheia de crendices e superstições invocando “Nosso Sinhô Jesus Cristo” para benzer o próximo e livrá-lo dos fluidos ruins, do que Alexandre, César, Gêngis Khan, Napoleão, Hitler e todos os comandos militares do mundo, que esfrangalham corpos sadios e jovens, derramando sobre a face da Terra o sangue generoso dos homens! Mil vezes o inofensivo benzedor, humilde e analfabeto, que ajuda o homem desventurado a viver, do que o cientista, o general ou líder político, que destroem a juventude do mundo sob o massacre hediondo da guerra!

O caboclo inculto, pobre e ingênuo, prolonga a vida do próximo, enquanto as elites dominadoras do mundo povoam os cemitérios de corpos trucidados. Felizes os que se curvam ao benzimento supersticioso, que lhes ameniza a existência atribulada, do que aqueles que se subordinam ao gênio científico, que aperta um botão eletrônico e liqüefaz milhares de criaturas sob o fogo desintegrador da bomba atômica!

 

 

PERGUNTA: – Mas se Deus criou o mundo e o homem sob o determinismo de aperfeiçoamento espiritual, por que a necessidade de acrescentar posteriormente os recursos de medicina e benzedores, quando também poderia ter estabelecido um modo de vida humana que dispensasse tais coisas?

RAMATÍS: – Sem dúvida, Deus criou o mundo, o homem e disciplinou todas as manifestações da vida do espírito na carne, de modo a consolidar as consciências individuais e conduzi-Ias à felicidade eterna. Por isso, o homem é uma consciência individual ligando-se pelo fio do espírito às diversas personalidades humanas, constituindo-se numa espécie de colar vivo que o vincula à própria vivência do céu!

Mas em vez de o homem seguir as inspirações superiores no seu aperfeiçoamento espiritual, a fim de cultivar existência sadia e conforme as leis do Senhor, ele desviou-se do rumo ascensional e penetra atalhos desperdiçando precioso tempo à margem da estrada principal. O homem artificializou a sua existência e tentou realizar prematuramente o que ainda exigia longo tempo. O advento da razão humana tornou-o epicurista e insaciável, tentando requintar as exigências naturais do corpo e transformar em prazeres o processo técnico da continuidade da espécie. Sobre os fenômenos comuns da alimentação e procriação, ele impôs as suas concepções inoportunas!

À medida que o homem artificializa-se ou civiliza-se, ele também perde aquele sentido sábio e reto que o orientava no caminho proveitoso da vida. Então perturba-se, pela incapacidade de sanar as suas próprias enfermidades decorrentes das anomalias cotidianas. Inferioriza-se aos próprios animais selvagens, sadios e de pêlo luzidio, que ainda sabem prover às suas necessidades orgânicas e buscam a planta medicamentos a para cura de suas perturbações na luta pela sobrevivência. Os elefantes viajam semanas de sua localidade familiar até zonas distantes, na África, a fim de mastigarem as folhas de arbustos terapêuticos contra certas epidemias periódicas; as alcatéias de lobos desviam-se do seu curso normal para ingerir as ervas que lhes eliminam as cólicas digestivas; e os próprios cães domesticados, apesar da influência perturbadora do homem, ainda sabem distinguir certa gramínea curativa dos seus males. Algumas aves de longo porte, no Oriente, praticam periodicamente uma espécie de lavagem intestinal com a água dos rios, a fim de evitarem as infecções dos trópicos.

No entanto, assim que tais aves e animais são trazidos para a civilização e passam a viver no ambiente viciado do homem, desarmonizam-se na saúde, devido à alimentação quente e funesta do civilizado, à base de sal e açúcar. Eles então perturbam-se no seu velho senso instintivo de encontrar o remédio para suas dores e incômodos, necessitando dos cuidados do veterinário. O próprio cão de caça vai perdendo o faro à medida que sua espécie se reproduz no ambiente civilizado, e os caçadores costumam treiná-los novamente na mata, para que “eletrilizem” outra vez o seu faro psíquico.

Os homens das cavernas, fortes e taurinos, também sabiam buscar instintivamente as folhas ou raízes curativas para seus males e perturbações físicas, que sofriam do meio agressivo onde viviam. Mas, à medida que eles foram agregando-se em famílias, tribos, povos e nações, o desenvolvimento e apuro do intelecto baseados na frialdade do raciocínio, enfraqueceu-lhes a índole natural do instinto animal. E assim desenvolveram apetites anômalos, requintaram o seu viver com exigências e práticas epicurísticas através dos fenômenos comuns da procriação e nutrição, pervertendo o olfato e o paladar, a ponto de ingerirem os alimentos mais repulsivos à guisa de ambrosia dos deuses! Os mestres-cucas modernos, como os costureiros da moda feminina, esmeram-se na confecção de pratos modernos e coloridos, os quais disfarçam os assados e os cozidos das partículas orgânicas mais nauseantes do porco, boi, carneiro, das aves, dos reptis e insetos indicados num cardápio mórbido. As hortaliças, os legumes e os vegetais, prenhes de vitaminas e minerais tão necessários ao organismo humano, as frutas sazonadas e deliciosas são subestimados nos festins carnívoros programados para satisfazer o intelecto refinado do homem moderno!

 

PERGUNTA: – Por que os benzedores, em geral, são criaturas incultas, pobríssimas, supersticiosas e até analfabetas?

RAMATÍS: – Eles podem ser incultos, analfabetos e supersticiosos com as suas crendices exóticas, mas lidam com forças ocultas na mesma igualdade de condições com que os radiologistas mobilizam os raios de “Roentgen”, na radiografia, o médico, o ultra-som, a eletroterapia, o infravermelho ou ultravioleta. Mas enquanto as energias projetadas pelos aparelhamentos da ciência médica só agem na estrutura física ou atômico-molecular, as forças mobilizadas pelos benzedores atuam intimamente no psiquismo humano.

O benzimento é uma projeção etéreo-astral impregnada da substância mental e emotiva do benzedor, ativando o campo energético combalido ou perturbado do paciente. Os médicos, benzedores “oficiais”, usam a eletroterapia de projeção de ondas de toda a espécie oculta, e desintegram quistos, tumores ou excrescências virulentas, assim como substâncias enfermiças que formam a sinusite e outras conseqüências anômalas. No entanto, eles fracassam, quanto a eliminar o “tóxico-psíquico” aderido ao perispírito do enfermo, cuja faixa vibratória transcende a interferência dos aparelhos materiais e que só é acessível às criaturas dotadas de faculdades mediúnicas.

Os benzedores, malgrado serem incultos, agem exclusivamente pelo sentimento caritativo de servir, enquadrando-se na simplicidade que é própria das “crianças” do generoso convite de Jesus! A sua fé e boa-vontade transformam-nos em verdadeiras usinas de forças catalisadas do mundo oculto, as quais penetram na zona psicofísica dos enfermos e desintegram os fluidos ruinosos que aderem ao perispírito e são produzidos por sentimentos de inveja, ciúme, vingança ou maledicência. Enquanto o aparelhamento eletroterápico do mundo material só atua na organização física, as cargas do “magneto vivo”, que é o benzedor, penetram a fundo na intimidade astralina do enfermo e removem-lhe a causa mórbida.

Se os benzedores fossem criaturas eruditas ou científicas, não tardariam em fracassar, perturbados pela especulação acadêmica e a frieza do intelecto humano. Aliás, muitos cientistas ainda lembram um eletricista teimoso, que julga mais importante o vidro da lâmpada do que a força da usina elétrica. Como o êxito do benzimento depende mais da fé e do sentimento amoroso do benzedor, em vez da sua especulação científica, então é melhor que ele seja inculto e ingênuo, a servir incondicionalmente sem alimentar qualquer desconfiança de ordem científica. O intelecto do homem atual ainda é resultante de um desenvolvimento artificial repleto de equívocos e frustrações; o cientista moderno é um incontestável produto de laboratório fortemente dominado pelo vício de negar”a priori” os princípios espirituais superiores da vida humana. Lembra, às vezes, o cego que se julga seguro na caminhada pelas estradas do mundo, mas só vê as coisas pelos olhos do cachorro que o guia. É um condicionado ao aforismo de que “o espírito não existe”, e que são tolas, supersticiosas e”não cientistas” as pessoas que o crêem. Em face desse condicionamento de “não crença”, o cientista pesquisa o imponderável através de fórmulas negativas e já consagradas pelos cientistas precedentes, os quais, por sua vez, também as herdaram de outros cientistas cépticos.

O benzedor não pode ser um cientista, pois, se ele o fosse, jamais se abalaria a benzer criaturas que se dizem vítimas de mau-olhado, enfeitiçamento, quebrantos ou inveja! O poeta que se extasia diante do poente irisado de cores deslumbrantes ficaria seriamente perturbado, caso o cientista lhe provasse que a paisagem deslumbrante derramada pelo céu não passa de pura reflexão solar! Ele também deixaria de cantar a beleza e a fragrância da rosa, ante a perfídia do legista botânico, ao demonstrar-lhe a matemática atômica da flor, a composição química da cor e a técnica prosaica da construção da nervura vegetal, que nada têm de poesia, mas apenas de ciência.

 

PERGUNTA: – De que modo o benzimento age nas pessoas enfermos de mau-olhado, feitiço ou quebranto?

RAMATÍS: – O benzedor projeta sobre o paciente um feixe de forças em freqüência vibratória dinamizada pela sua condição amorosa de curar. Todos nós estamos impregnados de forças curativas e poderíamos operar verdadeiros milagres, assim como as cachoeiras e cascatas são fontes de energias, que sabiamente aproveitadas, podem iluminar o mundo. Desde que soubéssemos mobilizar e disciplinar as energias que nos rodeiam, poderíamos produzir acontecimentos que o bom-senso julgaria miracu1osos! Os benzedores enfeixam as energias que flutuam no ambiente onde eles atuam e as projetam sobre os enfermos, e o êxito da cura depende da maior ou menor receptividade psíquica dos mesmos.

 

PERGUNTA: – Todos os benzedores, ou pessoas que fazem exorcismos, simpatias e responsos, são espíritos primitivos e encarnados com essa finalidade incomum?

RAMATÍS: – Os benzedores, em geral, são descendentes de famílias modestas, sem grandes eventos ancestrais, pois é necessário que eles exerçam a sua função benfeitora no mundo sob o ilimitado espírito de confraternização e sem preconceitos.

Por isso, em geral, são de condição humilde e desde crianças ajustam-se aos imperativos de uma vida que só lhes exige trabalho, lutas e até desenganos, a fim de se tornarem condicionados às tarefas que, no futuro, hão de exigir-lhes o máximo de boa vontade, estoicismo e desprendimento.

Mas nem todos os benzedores são primários, pois alguns também podem descender de elevada estirpe espiritual, enquanto outros já terão vivido famosas personalidades nó mundo, talvez abusado de credenciais superiores.

 

            PERGUNTA: – Poderíeis explicar-nos melhor esse assunto?

RAMATÍS: – O espírito encarna-se na Terra para corrigir as suas deficiências espirituais ocorridas no passado, assim como desenvolver as virtudes que lhe compensem os equívocos orgulhosos de outrora. Assim, o potentado de ontem pode retornar à carne para desempenhar a modesta função de lixeiro, ou viver existência enfermiça, dependendo da generosidade alheia e convocado a meditar sobre o abençoado sentimento da fraternidade humana! O médico presunçoso, que após adquirir o diploma acadêmico tornou-se frio e egotista, algo parecido a um computador eletrônico lidando com números vivos e não seres humanos, então pode renascer na figura do caboclo analfabeto ou do preto pobre, a fim de recuperar o tempo perdido pela antiga dureza do coração, atendendo hoje ao serviço humilde e até ridículo de benzedor! A guisa de condensador vivo dos maus fluidos alheios, espécie de ímã da sujeira do próximo, o homem orgulhoso do passado pode purificar a sua indumentária perispiritual na prática singela do benzimento. Assim como o pó-de-pedra purifica a água suja e a vela do filtro retém as impurezas, benzer sublima e melhora a qualidade psíquica.

Então a criatura desperta primeiramente em si a fé que subestimou no pretérito por excesso de cientificismo ou vaidade, aceitando a posição do homem humilde, que o destino inflexível desvia desde menino de todas as oportunidades de cultura e prestígio humano, para atender os enfermos da alma! Cientista, alhures, confiava exclusivamente no academicismo do mundo, e só sabia reger-se pelas “leis da física”; benzedor, depois, desenvolve proveitosamente a fé pelas curas que realiza, passando a viver somente as “leis do coração”!

 

            PERGUNTA: – E que dizeis da simpatia?

RAMATÍS: – A simpatia é mais propriamente uma derivação da magia aplicada sem fortes ritos ou conhecimentos iniciáticos, é uma espécie de curandeirismo mágico popular. A magia é a arte e a ciência de empregar conscientemente os poderes invisíveis para obter efeitos visíveis. A vontade, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem, pois aquele que sabe desenvolvê-los e empregá-los conscientemente é um mago. Quem os emprega para fins benéficos pratica a magia branca e quem os emprega para o mal pratica a magia negra. A Alta Magia mobiliza o poder supremo do Espírito, ao passo que a feitiçaria e a baixa magia empregam os poderes psíquicos ou as forças astrais do mundo inferior.

Em conseqüência, as pessoas que fazem simpatias, responsos ou desmancham bruxarias praticam a magia a varejo. Elas podem ser espíritos primitivos, cumprindo uma função terapêutica por força de sua vitalidade e tradição de família, mas também ter sido famosos esculápios e cientistas que, abusando de sua capacidade científica, entorpeceram-se no orgulho da exaltação personalista no pretérito!

 

PERGUNTA: – Poderíeis descrever-nos alguma simpatia e os motivos do seu efeito benfeitor?

RAMATÍS: – Não estamos autorizados a explicar minuciosamente os processos terapêuticos ou mágicos de simpatia, mas apenas a enunciá-los como um problema psíquico e positivo. Ademais, isso exigiria obra extensa a fim de podermos esclarecer, quanto ao cientificismo que se disfarça sob a aparência supersticiosa. A simpatia feita à distância ou através de atitudes e obrigações excêntricas funciona pelo éter-físico e através do duplo etérico dos seres e das coisas. É tudo uma questão de movimentação de ondas, raios, vibrações e freqüências energéticas que, no futuro, a ciência explicará de modo satisfatório, malgrado o seu atual empirismo. Em face da flagrante falta de médicos, no Brasil, 1 são as benzedeiras, os curandeiros e fazedores de simpatias as criaturas que ainda compensam essa anomalia e ajudam o povo a solucionar inúmeros problemas de sofrimento e aflição espiritual.

1 – Nota do Revisor. – Informações oficiais demonstram que, no momento, o nosso país sofre a falta de 50.000 médicos! Lastimavelmente, de cada formatura de médicos, apenas 50% exercem a medicina positivamente; 10% preferem a política; 10% não precisam clinicar e basta-lhes o título; 10% dedicam-se ao laboratório; 10% à radiologia; 10% tentam a indústria e o comércio. O saldo, em sua maioria, ainda situa-se exclusivamente nas cidades populosas e o interior do País fica à míngua de facultativos, louvando o povo a Deus a presença do prático, benzedor, curandeiro e até charlatão, que ainda saiba receitar um chá de camomila!

A simpatia é processo comum e muito conhecido entre o povo; raras mães deixaram de levar seus filhinhos à benzedeira para os curar de espinhela e arca caída, eczemas, impingem, verrugas ou benzerem-nos de susto ou acalmarem os vermes excitados pela influência lunar. Apesar do exótico arsenal que os benzedores utilizam, como sal, carvão, arruda, tinta, tesouras, canivetes e fios de linha, eles conseguem resultados extraordinários na sua terapia tão singela.

São raros os fazendeiros que não precisaram recorrer ao tradicional curandeiro para derrubar bicheiras do gado. Em certo país da América do Sul, dá-se o inacreditável no campo da simpatia, pois o chamado “el curador” apenas aconselha que o dono do gado embichado diga certas palavras mágicas ou “mantrans” ao ouvido da rês doente, à hora de a mesma se alimentar, não tardando em cair as bicheiros no tempo prefixado, conforme se pode comprovar por outros casos semelhantes. 2

2 – Nota do Médium: – Tive oportunidade de assistir a essa estranha simpatia, em que o curador concentrava-se voltado para o lado do gado embichado e distante, e, após certo esconjuro e gesticulação incompreensível, informava o momento em que os bichos deveriam cair, o que fatalmente sucedia. Minha avó materna fazia a simpatia do sal grosso atirado ao fogo e as verrugas caiam como por encanto! Certa vizinha mandava esfregar meia cabeça de cebola nas verrugas, que o paciente depois devia atirar para trás sem olhar, e as verrugas depois caiam, assim que também apodrecia-se a cebola.

À medida que a ciência penetra na fonte criadora das energias do mundo oculto, ela também poderá explicar cientificamente o mecanismo da simpatia, provando que ali não existe superstição ou crendice, mas poderoso radar de”controle-remoto” através do éter-físico da Terra.

 

PERGUNTA: – Temos visto benzimentos de toucas e babadouros de crianças produzirem benefícios tão surpreendentes, que nos deixaram estupefatos! Como se explica esse efeito tão positivo?

RAMATÍS: – Sem dúvida, como o benzimento só produz benefícios, ele é oposto ao enfeitiçamento, que só causa prejuízos. Obedecendo à mesma lei vibratória que rege a bruxaria, o benzimento também recorre a objetos do próprio paciente, como a touca, o babeiro ou a chupeta da criança, e que servem de elos comunicativos para a transmissão fluídica benfeitora através dos duplos etéricos. O feiticeiro mobiliza forças maléficas e, por meio de objetos ou resíduos da própria vítima, ele as conduz adulterando a fonte de nutrição, enquanto o benzedor faz a mesma cousa, porém, em sentido benfeitor.

Assim que a criança atacada de “quebranto” entra na posse de objetos do seu uso, e que foram benzidos ou catalisados nas suas órbitas eletrônicas, a carga fluídica benfeitora ali concentrada dispersa ou desintegra os fluidos mortificantes ou de prostração. A própria natureza indica-nos os recursos terapêuticos criados por Deus, os quais podem curar ou socorrer as criaturas, minorando-lhes o sofrimento e o desespero. Porventura, a maleita não grassa no litoral, isto é, onde também nasce prodigamente o seu melhor medicamento curativo, que é a quina?

Consoante a sabedoria do próprio corpo humano, que corrige, restaura, modifica e procria células, tecidos e órgãos sem apelar para a violência da química ou à mutilação da cirurgia, a simpatia, recurso aparentemente supersticioso e ingênuo, funciona como excelente catalisador que dinamiza as energias ocultas regi das pelas leis imutáveis da terapêutica transcendental. Por isso, o trabalho feito à distância pelo curandeiro ou benzedor consiste em criar um impacto fluídico sobre o duplo etérico dos animais e das pessoas, derrubando bicheiras ou fazendo cair verrugas pela desintegração da base fluídica virulenta. 3

3 – Trechos extraídos da obra O Novo Mundo do Espírito, do parapsicólogo J. B. Rhine, página 38: “Tem sido prática estabelecida em muitas clínicas tratar verrugas por meios puramente psicológicos, vendo-se, em geral, o tratamento coroado de êxito. O tratamento de queimaduras por sugestão, como o de verrugas, começou entre pessoas incultas que recebiam o dom de outros que o possuíam. Esse tratamento mágico não só remove a dor, mas a própria queimadura fica grandemente reduzida; por exemplo, em muitos casos, conforme observadores competentes, evitam-se as bolhas”.

 

PERGUNTA: – Por que alguns benzedores usam galhos de arruela ou de outras ervas semelhantes nos seus benzimentos?

RAMATÍS: – Apesar de sua aparência supersticiosa ou fantasiosa, o efeito favorável do benzimento depende também de certo método ou cientificismo, em que o benzedor disciplina ou coordena a projeção dos seus fluidos terapêuticas. Não basta a reserva de suas energias vitais para lograr o êxito desejado, mas ele necessita ativar a convergência mental e emotiva de si mesmo, durante o benzimento e em direção ao objetivo fixado. Em vez de operar a esmo, isso o ajuda na concentração energética, pois a preferência por determinado objeto, erva, substância ou certa gesticulação e exorcismo, serve-lhe de catalisador do próprio benzimento.

Aliás, os espíritos benfeitores, que assistem e auxiliam os curandeiros e benzedores, também os ajudam a encontrar um ponto ou centro hipnótico, que os concentre na prática do benzimento.

 

PERGUNTA: – Gostaríamos de melhores esclarecimentos a esse respeito.

RAMATÍS: – Acontece que o dom ou a faculdade curativa é inerente ao benzedor, e não depende, de modo algum, de objetos, ervas ou ritos, assim como a faculdade de radiestesia é própria do radiestesista e não do pêndulo que ele usa. Mas varia o modo e a preferência de um benzedor para outro, quanto ao uso de certos ingredientes ou sistema de operar. Aqui, a preta-velha benze utilizando-se de galhos de arruda, ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente; ali, outra criatura usa de rosário, escapulário, talismã ou bolsinha de oração; acolá, o caboclo benze cruzando o corpo do enfermo com objetos de aço para atrair e imantar os maus fluidos, objetos que depois ele lança atrás da porta ou na água corrente. Alguns benzedores solicitam dos enfermos objetos como faca, canivetes ou até chaveiros usados, e que depois atiram fora, convictos de os terem imantado com os fluidos ruins do benzido!

Alguns cortam fios detinha sobre pires de água para eliminar os vermes de “bolsa” das crianças; ou benzem com fragmentos de carvão fazendo a diagnose do paciente conforme o comportamento dos mesmos no líquido; outros recortam o desenho do pé do paciente sobre uma folha de figo-bravo, a fim de curar o fígado ingurgitado. Nos terreiros, os pretos-velhos sopram a fumaça do cachimbo ou do charuto sobre os enfermos, para esconjurar as cargas malévolas. Há benzimentos de cobreiros, impingens, verrugas e simpatias; benzedores que “costuram” rasgaduras e consertam “mau jeito”, com resultados positivos, provando sensibilidade mediúnica dessas criaturas abnegadas.

Os objetos usados nos benzimentos funcionam como acumuladores ou captadores de fluidos ou forças etéreo-físicas. Mas há os benzedores que chegam a guardar o leito, quando libertam enfermos de cargas fluídicas violentas e as atraem para si próprios, enquanto outros vêem-se obrigados a purificar a sua própria residência, a fim de afastarem os eflúvios que ali se condensam depois do trabalho heróico e caritativo em favor alheio. Em verdade, a carga fluídica, nauseante, deletéria e ofensiva, a desprender-se das pessoas enfeitiçados ou com “quebranto”, causa impactos tão depressivos, que os próprios curandeiros precisam socorrer-se dos colegas e submeter-se a igual terapia fluídica. São criaturas anticientíficas, que ignoram as leis avançadas da física eletrônica ou nuclear moderna, mas são diploma das honrosamente na escola didática de Jesus!

 

PERGUNTA: – Por que as benzedeiras usam o galho de pimenteira-brava para benzer certos cobreiros e eczemas?

RAMATÍS: – Malgrado a medicina oficial considerar empirismo ou superstição a terapêutica exótica do benzimento, em verdade, ele chicoteia e desintegra os fluidos virulentos que nutrem os vírus de certas infecções da pele. Aliás, o eczema, o cobreiro e certas infecções características da epiderme, que se alastram de forma eruptiva, também queimam como brasas ou fogo. Consoante a lei de que “os semelhantes curam os semelhantes”, os benzedores servem-se do próprio galho verde da pimenteira-brava, para efetuarem a sua farofa benfeitora. Sob o comando espiritual do benzedor, a aura etérica dos vegetais tóxicos e queimantes, como a pimenteira-brava, atua no fluido mórbido e’ ardente do eczema ou cobreiro, desintegrando-o pelos impactos magnéticos.

Extinto o terreno mórbido fluídico, que alimenta os germens infecciosos, estes então desaparecem por falta de nutrição apropriada. Após o benzimento, em que o galho da pimenteira-brava absorve o morbo fluídico do cabreiro ou eczema, o benzedor então manda o paciente enterrá-la, e à semelhança de um “fio-terra”, descarrega no solo a carga tóxica ali aderida.

 

 

PERGUNTA: – A fé nos benzimentos pode aumentar o seu poder curador?

RAMATÍS: – Considerando-se que a “fé” é um estado dinâmico de confiança ou de eletividade para com determinada condição ou objeto, as pessoas e mães que crêem no poder do benzimento também catalisam a própria emanação defensiva para a aura da criança ofendida, cooperando para o êxito mais breve de cura. A maioria das mães ignora que, no caso do “quebranto”, elas mesmas poderiam dissolver os fluidos enfermiços projeta dos sobre os seus filhos. Ninguém é mais credenciado para exercer a medicina psíquica ou o benzimento sobre a criança, do que a própria mãe que lhe deu o ser!

 

            PERGUNTA: – Que se deve entender por exorcismo?

RAMATÍS: – É a ação de se expulsar os maus espíritos por juras, preces e conjuro! Nos terreiros de Umbanda, isso é feito de modo algo violento, pois há entidades tão perversas e empedernidas, que jamais se movem com a linguagem do amor e só respeitam a força, precisando ser segregados da circulação para se evitar maiores prejuízos. Jamais se justificaria a bondade de se deixar o tigre circular livremente no jardim-de-infância!

Na mesa mediúnica espírita tenta-se, por vezes, a doutrinação fraterna e amorosa de entidades sofredoras, perturbadas ou desesperadas; mas há certos espíritos, atormentadores dos mais débeis, inimigos de quaisquer labores de libertação espiritual, que exigem a aplicação da força para situá-las na área do próprio bem! Em face da comunicação de mesa ser predominantemente mental ou intuitiva, em que às vezes é doutrinado o médium e não a entidade comunicante, então é muito comum certos espíritos obsessores fingirem uma conversão fácil, para depois apanharem suas vítimas completamente desprevenidas.

Muitos doutrinadores de mesa envaidecem-se de que jamais perderam uma “parada” com as entidades mais cruéis, obsessoras e mistificadoras. Mas ignoram que são alvo de risotas, zombarias e mistificações, pois muitas entidades que se curvam à argumentação dos doutrinadores, através do médium iludido, resistem às súplicas e conselhos dos seus mais íntimos familiares, completamente revoltadas contra quaisquer lições do mundo angélico, o qual elas odeiam e espezinham!

 

PERGUNTA: – E quando falha o exorcismo ou a doutrinação dessas entidades malfeitoras, especializadas na infâmia e prostituição?

RAMATÍS: – Inegavelmente, para tais espíritos só é admissível a força que os dobra à convicção íntima de sua própria debilidade espiritual, ou o amor incondicional de alguém, que se sacrifica na abdicação da própria personalidade para convertê-las ao Cristo! Mas em face do “animismo” muitíssimo natural de todo médium intuitivo, é muito difícil para o doutrinador identificar, de modo absolutamente correto, qual é a verdadeira personalidade do espírito comunicante. Muitos doutrina dores sofrem desagradáveis surpresas depois de desencarnadas, ao verificarem que certos espíritos, já considerados completamente doutrinados e convertidos ao bem, surgem-lhes pela frente desmentindo a ilusória convicção. 4

4 – Vide a obra Voltei, de Irmão Jacó, por intermédio de Chico Xavier, capítulo XVIII, “Ensinamento Inesperado”, que trata de assunto semelhante.

Os espíritos malfeitores são entidades primárias completamente dominadas pelas paixões animais e pelo amor-próprio, ou então se trata de inteligências avançadas, mas que tombaram de situações sociais, políticas e intelectivas do mundo. Em tal caso, são conscientes de sua rebeldia; e, assim como os batráquios e reptis sentem-se eufóricos nos charcos’ de lodo, eles também vivem bem na atmosfera repulsiva e prostituída do pecado, sem quaisquer resquícios de sentimentos nobres ou idéias superiores.

 

PERGUNTA: – Os espíritas kardecistas explicam que os benzimentos, exorcismos ou simpatias não passam dos tradicionais “passes fluídicos”, que podem dispensar perfeitamente os rituais, as excentricidades e crendices dos benzedores. Que dizeis?

RAMATÍS: – Nós só temos o direito de julgar o trabalho alheio quando pudermos substituí-la ou fazê-la melhor! É frontalmente desonesto a espíritas ou não-espíritas criticarem benzimentos, simpatias e considerá-los superstições ou crendices, caso não possam apresentar coisa melhor! Quando as mães aflitas ou criaturas sofredoras procuram os benzedores para lhes aliviarem os filhos ou afastarem para longe os males de bruxaria, pouco lhes importa o fato de serem “passes mediúnicos” kardecistas ou benzimentos anticientíficos! O enfermo aflito não se detém a examinar a estética do rótulo do medicamento salvador, mas o ingere confiante da cura! Tal especulação é assunto mais próprio das criaturas que costumam criticar o serviço benfeitor alheio, porque não se disciplina pelos seus métodos familiares. Antes de julgar, convém verificarmos o que poderíamos fazer de melhor pelo próximo!

Mil vezes a mulher ignorante, pobre e humilde, que saracoteia para curar o mau-olhado da criança e descarregar os fluidos ruins do próximo, do que o magneticista, médium kardecista ou iniciado esotérico, que antepõe ao sofrimento alheio o método cientifico ou a técnica apurada mais eficiente para praticar a caridade. É evidente que, em tal caso, interfere primeiramente o intelecto frio e calculista, e só depois age o coração, mas algo enfraquecido pela preocupação da técnica terapêutica.

 

PERGUNTA: – Pessoas dignas de nossa confiança têm-nos afirmado da existência de lobisomens, que são conseqüentes a um tipo de enfeitiçamento tenebroso. Isso é verdade?

RAMATÍS: – O lobisomem ainda é vestígio da lenda forjada pela possibilidade de um desencarnado materializar o seu corpo astral, quando é portador de um “facies” animalesco! 5

5 – Trecho extraído da obra Libertação, de André Luiz, por Chico Xavier, e final do capítulo “Em Aprendizado”, o qual esclarece bem o caso: “Alguma semelhança era de notar-se, mas, afinal de contas, a senhora tornara-se irreconhecível. Estampava no semblante os sinais das bruxas dos velhos contos infantis. A boca, os olhos, o nariz e os ouvidos revelavam algo de monstruoso”. – Ainda da obra Libertação, capítulo “Operações Seletivas”: “A sentença foi lavrada por si mesma! não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba!

A medida que repetia a afirmação, qual se procurasse persuadi-la a sentir-se na condição do irracional mencionado, notei que a mulher, profundamente influenciável, modificava a expressão fisionômica. Entortou-se-lhe a boca, a cerviz curvou-se, espontânea, para a frente, os olhos alteraram-se dentro das órbitas. Simiesca expressão revestiu-lhe o rosto”.

Em face do recurso de ideoplastia perispiritual, que impele o espírito a assumir a configuração mais adequada ao tipo de paixão ou virtude dominante em si, o lobisomem é uma figura semi-humana, representativa do espírito ainda acicatado pela ferocidade e voracidade do lobo! Então, as pessoas de dupla vista ou videntes, às vezes, conseguem identificar essas infelizes entidades, que estereotipam na sua face ou todo perispiritual a cópia do lobo, do suíno ou do abutre. A metamorfose do homem ou mulher em lobo, que se processa através da extraordinária elasticidade do perispírito sob a ação do fenômeno da licantropia, também pode resultar de hipnose praticada no Espaço, ou mesmo de sortilégios tenebrosos sob o comando de magos-negros experimentados no caso. Mas esse fenômeno é mais comum no “lado de cá”, embora tal materialização de lobisomem também possa ocorrer nos lugares ermos, em encruzilhadas de estradas ou mataria densa, onde exsuda-se um éter-físico vigoroso e agreste, capaz de proporcionar alguma combinação de ectoplasma.

No entanto, tal estigma de licantropia perispiritual às vezes perdura até à próxima encarnação, quando se trata de uma entidade esclerosada no mal, pois os elementos enfermiços e plásticos do perispírito chegam a influir na formação anatômica do nascituro, plasmando-lhe o “facies” do lobo, cavalo, suíno, tigre, bovino, abutre, mocho ou bode! Trata-se, ainda, de uma instintiva e incontrolável reminiscência do tempo em que as forças animais caldeavam a configuração do equipo carnal humano. O corpo físico, nesse caso, conturba-se na sua expressão fisionômica ante a indesejável plástica do perispírito estigmatizado pela linhagem animal.

O povo, no seu senso comum, costuma estigmatizar- tais criaturas pela semelhança do temperamento do animal a que elas se parecem mais semelhantes, apontando, antifraternalmente, o “cara de cavalo”, “cara de boi” ou “cara de suíno”! Realmente, há homens brutos, de mandíbula inferior prognata, que parecem dar patadas à menor objeção, e que desde cedo os comparam ao cavalo; alguns movem-se pelo mundo a ruminar como os bois, aos quais se assemelham. Homens de maus instintos e avaros têm os olhos miúdos e nariz recurvo, lembrando o abutre; alguns rostos balofos, lustrosos, de certo ar embrutecido, são próprios de criaturas glutônicas, que se deliciam com as iguarias mais detestáveis, tal qual faz o suíno indistintamente no chiqueiro.

Em sentido oposto, espíritos bondosos, ternos e humildes, que passam pela face do orbe deixando um rasto de benefícios e saudades, também são lembrados pelo povo de modo lisonjeiro, pois os associam às manifestações de aves ou animais ternos, dóceis e generosos! Há, também, criaturas pacíficas e ternas que lembram a mansuetude das pombas ou a delicadeza do beija-flor pela sua alimentação frugal e vegetariana; há moças efusivas e febricitantes como as rolas morenas; ou tranqüilas e recatadas, evocando o canto saudoso do rouxinol!

Por isso, Jesus, o Amado Mestre, a fonte de ternura e amor, onde a humanidade pode mitigar a sua ansiedade de paz e ventura, ficou consagrado entre os homens pela imagem inofensiva e terna do Cordeiro do Senhor!

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Índice de Magia de Redenção

Invocação às Falanges do Bem
Duas palavras
Explicação necessária
Prefácio
Palavras de Ramatís
1. Considerações sobre o feitiço
2. Enfeitiçamento verbal
3. Enfeitiçamento mental
4. Enfeitiçamento por meio de objetos
5. Enfeitiçamento por meio do sapo
6. Enfeitiçamento por meio do boneco de cera
7. Enfeitiçamento por meio de metais organogênicos
8. Enfeitiçamento por meio da aura humana
9. O uso do cabelo na feitiçaria
10. O mau-olhado
11. O uso de amuletos e talismãs
12. Benzimentos e simpatias
13. As defumações e as ervas de efeitos psíquicos
14. A importância dos ritos, cerimónias e conjuros
15. A influência das cores na feitiçaria
16. Os males do vampirismo
17. O feitiço ante os tempos modernos
18. O feitiço e o seu duplo efeito moral