Defumações

Capítulo 13

As defumações e as ervas de efeitos psíquicos

 

PERGUNTA: – A defumação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluidos, ou trata-se apenas de crendice?

RAMATÍS: – Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação. contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluidos do ambiente onde atuam.

Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obediente à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar o seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.

 

PERGUNTA: – Como poderíamos ter uma idéia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?

RAMATÍS: – Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vitaminas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindos da própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregadas de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “kundalíneo”.

Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, como é a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamento para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo. São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!

Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de espíritos de pretos-velhos, caboclos e bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.

Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram. O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação composta de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.

 

            PERGUNTA: – Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?

RAMATÍS: – Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!

Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem-se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal. O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório a influir fortemente nos desencarnados, e essas emanações fluídicas penetram diretamente no perispírito.

Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha. Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.

Há plantas que atingem violentamente o perispírito dos próprios encarnados, como o “pau-de-bugre” ou aroeira, causando distúrbios alérgicos pela via comum do olfato; outras, como a maconha, o ópio, o cáctus “peyot”, de onde se extrai a mescalina, produzem inúmeras seqüências psíquicas, desde a alucinação pela queda vibratória no baixo astral, até a visão deliciosa e deslumbrante do duplo etérico das cousas e seres do mundo terreno! Há vegetais cujas auras são pestilentas, agressivas, picantes ou corrosivas, que põem em pânico alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomum, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam fronteiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou “pesados” que tencionavam turbar-lhes os trabalhos de magia!

 

            PERGUNTA: – Então é aconselhável enxotarmos os maus espíritos com a defumação de ervas vigorosas?

RAMATÍS: – A defumação feita com o propósito deliberado de “enxotar” espíritos malfeitores pode enraivecê-los de maneira imprudente. Eles são vingativos e sensíveis no seu amor-próprio, podendo afastar-se temporariamente devido às condições hostilizantes do ambiente que freqüentam, mas depois desforram-se de maneira mais perversa, semeando as piores conseqüências nos lares cuja defesa ainda é a defumação em vez da cristificação! Sem dúvida, o orgulho e amor-próprio de tais entidades são tão comuns e sensíveis como é próprio dos vivos!

É imprudência os encarnados hostilizarem os espíritos malfazejos ou adversários cármicos, os quais estão protegidos pelo mundo oculto e ainda podem avaliar as vulnerabilidades dos seus desafetos encarnados! Embora a defumação modifique o teor energético do ambiente onde é aplicada, a verdadeira defesa ainda é a que proporciona uma conduta evangélica estribada incondicionalmente nos ensinos de Jesus! Quem defuma a sua casa rogando a Deus para afastar dali os espíritos maus, trevosos, diabólicos ou atrasados, apenas desafia o inimigo oculto para uma desforra mais violenta. Jamais esses nômades das sombras tolerarão o insulto dos encarnados, mas apenas aguardarão a oportunidade favorável para então vingarem-se impiedosamente.

 

PERGUNTA: – Os espíritas kardecistas são absolutamente avessos às defumações, pois as consideram um processo supersticioso e tolo!

RAMATÍS: – Conforme recomenda certo refrão popular, nunca se deve dizer “desta água não beberei”; existem situações na vida do homem, naturalmente elaboradas pela Administração Sideral, que abatem e eliminam a vaidade e a obstinação humanas, fazendo o próprio ateu curvar-se ante as circunstâncias trágicas que podem abalar as suas convicções pretensamente inabaláveis! Quantas criaturas descrentes de Deus e da espiritualidade se põem a usar balangandãs no pescoço e amuletos nos chaveiros, ante a esperança de uma cura miraculosa prometida para o filho, esposa ou outro familiar querido, já desenganados pela medicina oficial?

Diante da dor e do sofrimento atroz, e sob a perspectiva de uma cura esperançosa, ninguém desdenha benzimentos, simpatias, passes fluídicos, água magnetizada ou ritos supersticiosos!

Católicos, protestantes e ateus curvam-se aflitos ante o socorro do Espiritismo; espíritas kardecistas fanáticos e irreverentes apelam para os pretos-velhos e caboclos nos terreiros de Umbanda, quando as vicissitudes ultrapassam a sua capacidade de resistência físico-psíquica! Que importa o credo, a religião e a doutrina primitiva ou afidalgada, ante motivos e recursos que Deus mobiliza para o homem desenvolver a tolerância, o amor, a fé, a esperança e a humildade? No céu não existem departamentos estanques e apropriados a cada conjunto religioso, porém é viveiro de almas amorosas, serviçais, heróicas e universalistas! Inúmeras vezes, a doença, a vicissitude e a desilusão significam apenas o recurso determinado pelo Alto, a fim de dobrar a cerviz orgulhosa humana, obrigando o ser a admitir e se filiar justamente ao credo, religião ou doutrina, que ele mais detestava ou zombava! Assim como há pessoas que são escravas da “idolatria” outras há que são fanáticas da “não-idolatria”!

 

PERGUNTA: – A finalidade da defumação é apenas de libertar energias etéricas e astralinas bombardeando os maus fluidos ou ainda possui outra função mais física?

RAMATÍS: – A defumação é um recurso benéfico solicitado ao vegetal, que além de elevar a vibração psíquica do ser, ainda purifica o ambiente fluídico, assim como se fazia outrora nos templos egípcios, babilônicos, hindus e persas. Hoje, a defumação é fundamento nos templos rosacrucianos, lojas teosóficas, “tatwas” esotéricos, igrejas católicas, terreiros de Umbanda e reuniões de iogues. Trata-se de um recurso intuído pelos próprios mentores do Universo, para que o homem encarnado preencha com o odor agradável do vegetal o abismo vibratório existente entre os dois mundos da matéria e do espírito.

A defumação sensibiliza a “psique”, torna o ambiente agradável e estabelece um contato eufórico com o mundo oculto. Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma. Quantos espíritas, que condenam a defumação como um recurso infantil e supersticioso, no mesmo instante de sua crítica injusta queimam cigarros e cigarros, alimentando um vício censurável? Paradoxalmente, a criatura condena a queima de ervas odorantes que beneficia o ambiente tornando-o mais suave e fragrante, e suga a fumaça tóxica da nicotina do cigarro, que lhe hostiliza a delicadeza respiratória dos pulmões!

 

PERGUNTA: – Poderíeis esclarecer-nos sobre essa função mais positiva que a defumação teria nas reuniões mediúnicas e doutrinações espiritistas?

RAMATÍS: – É de senso comum que o espírito concentrado num objetivo psíquico torna-se mais sensível à auscultação dos próprios sentidos físicos. O homem recolhido a um aposento, à meia-luz ou no escuro, passa a perceber os ruídos e os odores mais sutis do ambiente. É o que acontece nas reuniões espíritas mediúnicas, quando o silêncio e a tranqüilidade apuram o olfato e a audição, no esforço de concentração dos médiuns e presentes.

Sabe-se que a Umbanda firma o seu intercâmbio mediúnico através de cânticos, altares, danças, luz, flores, velas, vestimentas e defumações, proporcionando o ambiente eletivo aos pretos-velhos, bugres e caboclos, enquanto o bom êxito nas mesas requer, justamente, o contrário, como sejam o silêncio absoluto e a dispensa completa de quaisquer ritos ou objetos. A reunião silenciosa, e a prece murmurada na obscuridade do labor tradicional da “mesa espírita”, aguça os sentidos físicos e os faz captar facilmente os mínimos ruídos e odores do ambiente. Os poros da pele ficam mais sensíveis e até a pulsação cardíaca torna-se audível. Há pessoas que jamais se acomodam na concentração do trabalho mediúnico, à meia-luz, pois despertam e desconcentram-se a cada instante, sob o estremecimento do médium, a tosse do vizinho ou o odor desagradável. Muitas coisas que passariam despercebidas numa reunião comum, são facilmente percebidas no silêncio e na obscuridade de uma reunião mediúnica a portas fechadas!

Sem dúvida, bem mais sensato seria o uso da defumação odorante em tal situação, e que serviria de grande auxílio para o melhor êxito das reuniões kardecistas, embora objetivando apenas a sua manifestação física!

 

PERGUNTA: – Gostaríamos de algum exemplo concreto a respeito!

RAMATÍS: – Supondo-se que doze pessoas se reúnem para a tradicional sessão mediúnica num aposento a portas e janelas fechadas, após alguns minutos sentir-se-ão hipersensíveis pelos sentidos do olfato e da audição, passando a perceber todos os odores, ruídos e sutilezas do ambiente. Captam o cheiro do pó do assoalho, das toalhas lavadas com detergente, ou das flores exalando o anidrido carbônico e de sua água poluída; pressentem o mofo das cadeiras, portas, janelas e da madeira da própria mesa. Há, ainda, o odor do tapete de “congoleum” (linóleo) ou de cordas empoeiradas, do couro ou da palha das cadeiras, dos livros envelhecidos, da pintura recente das paredes, de objetos e cousas particulares!

Mas ainda manifestam-se outros indícios e impressões olfativas que são próprias das pessoas presentes; cheiro de roupa seca ou molhada, de algodão, “nylon”, brim ou casimira; de graxa ou do couro novo dos sapatos, dos pés, das axilas, de pomadas, gomas e tinturas de cabelos, desinfetante de roupas, hálito de cebolas, alhos e ingredientes de cozinha, o perfume barato, ou o bafio do aperitivo e demais odores próprios do corpo físico, em noites de calor. Acrescente-se, ainda, o residual inerente a certas profissões de cada indivíduo, como seja a de pintor, tintureiro e outras; e também o cheiro forte dos fumantes de cigarros ou de charutos.

No entanto, os espíritas, temerosos de cultivarem dogmas ou superstições infantis, preferem suportar todos esses odores desagradáveis, que se interpõem durante a concentração junto à mesa kardecista, em vez de substituí-los facilmente por um só perfume ou odor fragrante, agradável e inspirativo, que se exala do defumador e jamais desmente qualquer princípio doutrinário do Espiritismo. É o que fazem os esoteristas, teosofistas, rosacrucianos, iogues, umbandistas e católicos, que optam pelo odor espiritualmente sugestivo de um defumador, em vez de saturar o olfato com cheiros desagradáveis, e que além de causarem a desconcentração, nada têm de inspirativos!

A defumação em trabalhos espiritualistas não é crendice ou superstição tola, mas, sim, um recurso técnico inteligente de profilaxia vibratória e de favorecimento no campo da inspiração. Não é ilusão ou crença ingênua perfumar o ambiente para a comunicação elevada com o Além, pois o perfume é realmente uma das mais apuradas composições energéticas produzidas pelo éter-físico sob elevada vibração.

 

PERGUNTA: – Qual é o motivo por que os pretos-velhos tanto se utilizam do fumo nos trabalhos de terreiros?

RAMATÍS: – Em face da multiplicidade de plantas que nascem prodigamente no vosso país, existem espécies que podem ser aplicadas a quaisquer tipos de trabalhos de socorro e cura espiritual. Elas fornecem as energias psicofísicas, que comumente são deficitárias aos médiuns inexperientes. O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psíquica praticada nos terreiros pelos pretos-velhos e caboclos, os quais logravam curas surpreendentes, na sua aplicação terapêutica, no tempo da escravidão.

Fisicamente, é uma erva originária da América, portadora do alcalóide “nicotina tabacum”, que excita os nervos, provoca contrações dos intestinos e vasos sangüíneos, aumentando a pressão arterial. É uma planta narcótica; e o órgão mais prejudicado é o cérebro, devido à intoxicação do sistema neuroespinhal. Mesmo sob a forma comum de cigarro, os homens podem pressentir a ação pronunciada do fumo atuando no mundo oculto, enquanto algumas cerebrações terrenas o condenam como um vício desprezível, outras, paradoxalmente, o elogiam como catalisador do psiquismo humano! 1

 1 – Dizia Richet: “O tabaco é um hábito estúpido, ao qual me sinto preso!” François Coppé, que fumava fanaticamente, assim se expressava: “Embora o tabaco me faça mal, eu o considero como um estimulante do trabalho e do sonho”, E Victor Hugo completa esse parecer: “O tabaco muda o pensamento em sonho. O pensamento é o trabalho da inteligência, o sonho a sua voluptuosidade. Ai daquele que, do pensamento, deixa-se cair no sonho, pois substituir o pensamento pelo sonho, é confundir o veneno com um alimento”.

O fumo, ou tabaco, condensa forte carga etérea e astralina, que ao ser libertada na queima ou defumação, pelo mago, “pai-de-santo” ou espíritos entendidos, liberta energias que atuam positivamente no mundo oculto. Os pretos-velhos, tarimbados na velha magia africana, concentram o campo de forças do tabaco incinerado, e através do sopro praticam uma espécie de “ionização” rudimentar, mas proveitosa e capaz de acelerar a função catalisadora do perispírito.

 

PERGUNTA: – Porventura não poderíamos considerar que os fumantes inveterados são excelentes libertadores de energias do fumo, contra as escórias do ambiente?

RAMATÍS: – Há que distinguir a força proveniente da bola que a criança deixa cair ao chão, com a energia que se catalisa da bola arrojada com vigor pelo tenista sobre determinado objetivo! O fumo produzido pelo homem viciado na queima do cigarro, charuto ou cachimbo, é como a energia do vapor de água pairando à superfície do rio, em vez da força que move a maquinaria benfeitora disciplinada pela caldeira. Quando os pretos-velhos ou benzedores se utilizam do fumo na sua terapêutica fluídica, eles dinamizam a sua energia oculta e lhe apuram as qualidades etéreo-astrais, sob determinado processo de física transcendental. O fumo não deve ser execrado, só porque os homens o transformaram num vício tolo e dispendioso, pois Deus não o criou para que os homens transformassem as narinas em uma espécie de chaminé humana.

 

PERGUNTA: – Como se poderia verificar a existência de energias tão vigorosas do fumo?

RAMATÍS: – Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e desenvolve as folhas e as flores, arregimentando as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do Sol, polarização eletrizante da Lua, éter-físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéricos, cor, vitaminas e o “húmus” da terra.

Quando o fumo é incinerado, ele liberta em poucos minutos toda a carga energética e nutritiva que acumulou em muitos meses de crescimento e maturidade. São forças que passam a atuar no campo etérico e astralino do vegetal, podendo desintegrar fluidos adversos à contextura perispiritual dos espíritos encarnados e desencarnados. Por isso, os homens, antigamente, acreditavam que a defumação feita de ervas repelentes podia afastar os espíritos maus e manter o Diabo à distância, assim como no mundo físico os gases mefíticos dos pântanos afastam os habitantes.

 

PERGUNTA:- Considerando-se que os fluidos libertos na queima de ervas podem produzir um ambiente desagradável aos espíritos daninhos, por que as pessoas que processam a defumação não são afetadas por esses fluidos tão agressivos ou desagradáveis?

RAMATÍS: – As lâmpadas elétricas ofuscantes, usadas pelos caçadores e pescadores, são nocivas para os insetos, mas completamente inócuas aos seres humanos! Enquanto os espíritos desencarnados, de graduação inferior, são atingidos no perispírito pela carga hostil e incômoda das energias liberadas na queima de ervas, os encarnados são imunes a tais reações devido ao anteparo ou biombo do corpo físico!

 

PERGUNTA: – Aprendemos com a doutrina espírita que a prece é defesa espiritual mais eficiente do que uma defumação supersticiosa de ervas odorantes.

RAMATÍS: – Mas, que pode fazer um homem completamente obsidiado, que já perdeu o seu comando mental, caso lhe aconselhem a oração? Alguém pode libertar-se do seu carma expiativo, só porque se entrega a orações? Não seria isso sancionar a velha fórmula de o sacerdote salvar o pecador à hora da morte, só porque ele se arrepende dos seus crimes e morre saturado de rezas, ladainhas e recomendações religiosas? Não ensina o Espiritismo que o homem não se salva por sua crença, mas pelas suas obras?

 

            PERGUNTA: – Considerais que a oração é inócua em casos semelhantes?

RAMATÍS: – Advertimos que a oração, em geral, é um pedido disfarçado entre os comodistas da vida humana, em vez de um repositório de forças vivas libertadores. O filho que é grato pela existência feliz sempre escolhe palavras dignas e generosas, quando quer demonstrar a sua gratidão aos progenitores, mas os filhos indiferentes, ingratos e comodistas só se recordam dos pais para pedir-lhes novos favores, embora já estejam excelentemente favorecidos pelos bens da vida!

 

PERGUNTA: – Mas não há mérito em orarmos a favor de outrem?

RAMATÍS: – Quem ora a favor de outrem, reclamando mérito, não passa de um negociante ambicioso tentando negócio vantajoso com a Divindade! Não há filantropia na pessoa que ajuda o próximo visando interesse pessoal!

Quando um homem pratica atos de caridade ele não é condecorado pelo Senhor, nem mesmo recebe qualquer paga ou aplauso dos mestres da espiritualidade, porque a sua melhor recompensa deve ser o próprio prazer de servir! Quando não existe esse prazer na criatura em seus atos caritativos., é incontestável que não há caridade! Há pessoas que são felizes assistindo a um prodigioso espetáculo cinematográfico; outras sentem igual prazer amando e servindo o próximo. Não é o bem que fazemos que nos traz venturas, porém, o que sentimos de venturoso ao fazê-lo!

 

PERGUNTA: – Há fundamento na queima de pólvora ou círculo de fogo em torno das pessoas enfeitiçados, como é próprio dos terreiros?

RAMATÍS: – Quando a pólvora é queimada num ambiente “ionizado” pelos técnicos benfeitores do mundo espiritual, ela age por eletrização e pode até causar queimaduras violentas em certas entidades ali presentes, cujo perispírito muito denso e sobrecarregado de éter-físico ainda reage sob os impactos do mundo material. Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos. A pólvora preparada pela arte da magia age de modo vigoroso e positivo no lençol etérico e magnético do mundo oculto, pois além de acicatar os espíritos malfeitores desobstrui as cortinas de miasmas estagnados em ambientes enfermiços.

Já explicamos que toda substância, coisa, objeto ou planta do mundo material, inclusive os seres vivos, são núcleos energéticos que exalam energia radioativa, formando-lhes uma aura fortemente impregnada do éter- físico em efervescência na circulação do seu duplo etérico. A rosa física, por exemplo, é a representação exterior e mais grosseira da verdadeira rosa cintilante de cor e exuberância de perfume, que palpita na vivência do mundo oculto. Da mesma forma, o enxofre material é apenas a cópia ou duplicata do mesmo enxofre etérico, que atua mais vivamente no mundo etéreo-astral. A pólvora, conseqüentemente, cuja fórmula comum é constituída de uma mistura de enxofre, salitre e carvão, tanto explode no campo físico, como ainda eclode mais intensamente no mundo oculto, libertando as energias etéricas das substâncias de que se compõe. Mesmo a pólvora sem fumaça, feita de nitroglicerina misturada a nitrocelulose, também é um produto de elementos que atuam positivamente no mundo etérico e desintegram os fluidos daninhos.

Nos trabalhos mediúnicos sob o comando de pretos-velhos, índios e caboclos experimentados na técnica de física transcendental, as pessoas cujo perispírito sobrecarregado de fluidos perniciosos mostra-se com sinais de paralisia, são submetidas à “roda-de-fogo”, ou queima de pólvora, cuja descarga de ação violenta no mundo etéreo-astral desintegra as escórias perispirituais e saneia a aura humanal. 2 O mesmo salitre, que os entendidos usam para dissolver a aura enfermiça dos objetos enfeitiçados, depois de misturado ao enxofre e carvão, constitui a pólvora, que ao explodir compõe um ovo áurico no mundo etéreo-astral, muito semelhante ao cogumelo da bomba atômica, desagregando miasmas, bacilos, vibriões e microrganismos psíquicos atraídos pelo serviço de bruxaria e obsessão.

2 – Vide o capítulo X, “O Fogo Purificador”, da obra Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, da FEB, do qual destacamos os seguintes trechos em corroboração ao referido acima, por Ramatís: “Como você não ignora, as descargas elétricas do átomo etérico, em nossa esfera de ação, fornecem ensejo a realizações quase inconcebíveis à mente humana”. – “O trabalho dos desintegradores etéricos, invisíveis para nós, tal a densidade ambiente, evita a eclosão das tempestades magnéticas que surgem, sempre, quando os resíduos inferiores de matéria mental se amontoam excessivamente no plano”.

 

PERGUNTA: – Mas existe algum fundamento nas qualidades psíquicas atribuídas a alguns vegetais, como a arruda, guiné-pipi e alhos-bravos?

RAMATÍS: – Sem dúvida, não basta a simples presença desses vegetais num ambiente corrupto e desarmonizado, para extirpá-lo de suas emanações nocivas. Mas o homem também não deve subestimar as qualidades ocultas que dormitam na vegetação do mundo, pois se a maçã, o pêssego e a laranja recompõem a carência vitamínica do corpo vital-físico, também existem vegetais que fazem a cobertura da carência etéreo-astral do perispírito enfermiço. As plantas, quer sejam auxiliadas pelo botânico na sua germinação, ou só obedeçam ao impulso provindo do interior, e que as orienta pelo quimismo clássico que elas herdam da “espécie-mãe”, sempre são regi das pelo comando de um “Espírito-Grupo”. 3

 

 

3 – Assim como os animais selvagens se tomam utilíssimos depois de domesticados, as plantas selváticas submetidas a tratamentos especiais de adubos pelos botânicos ou pela enxertia de espécies superiores, melhoram a sua qualidade e o seu potencial seivoso, produzindo flores fascinantes e frutos deliciosos. No entanto, independente do auxílio do homem, inúmeras espécies frutíferas selvagens sublimaram-se espontaneamente, e seus frutos agrestes, amargos e nocivos, transformaram-se em frutinhas gostosas e delicadas, como é o caso da pitanga, guavirova, amora, morango, araçá-do-campo e o butiá. Isso comprova perfeitamente a existência de um princípio psíquico diretor, que, malgrado a indiferença humana, conduz a espécie vegetal para fins superiores. E, assim como acontece entre os homens, há plantas vagabundas e irresponsáveis, que desistem de lutar pela sua sobrevivência dificultosa e passam a viver como proxenetas vegetais, na forma de parasitas sugando a seiva generosa das árvores benfeitoras!

Além dos atributos propriamente físicos assinalados pelos sentidos humanos, os vegetais também se interpenetram de forças poderosas do mundo etéreo-astral, as quais lhes sustentam a existência e orientam o seu progresso independente da ação do homem. A verdade é que os vegetais não raciocinam, embora revelem uma sensibilidade e intenção oculta, que identifica a interferência de uma diretriz mental-instintiva agindo do mundo invisível e que os ensinam a nutrir-se, procriar e orientar-se de modo mais favorável, como se pode verificar nos interessantes fenômenos de tropismos.

 

PERGUNTA: – Mas é verídico que as plantas como a arruda e guiné-pipi podem livrar-nos dos maus fluidos?

RAMATÍS: – A arruda não é uma planta miraculosa e capaz de livrar o homem das projeções fluídicas inferiores, mas ela presta-lhe o inestimável serviço de assinalar, no ambiente físico, a natureza boa ou má dos eflúvios ou fluidos do mundo oculto. Quando a arruda se mostra vigorosa, ereta e viçosa na sua cor verde-azulada, exsudando o seu odor forte e peculiar, ela desabrocha num ambiente impregnado de bons fluidos; e quando emurchecida e amarelecida, então sofre o bombardeio dos eflúvios e emanações perniciosas do ambiente! Afora qualquer crítica ou análise científica, a arruda é o mais eficiente e sensível barômetro vegetal. 4

4 – Certa vez, pude verificar pela vidência o duplo etérico de um arbusto de arruda, bem saudável; em tomo dele formava-se uma aura evanescente e num tom de limão novo. Diversas formas fluídicas, espécies de vibriões, aracnídeos, miasmas e embriões psíquicos, revoluteavam incessantemente, mas assim que se chocavam com a aura luminosa da arruda, essas configurações mórbidas perdiam a sua força esvoaçante e abatiam-se ao solo, algo semelhante ao que acontece às mariposas e besouros depois de feridos pelo calor das lâmpadas elétricas. Doutra feita, o ambiente fluídico era tão nefasto, que tais nuvens parasitárias psíquicas pareciam sustentar-se pela própria irradiação mental das pessoas ali presentes, pois conseguiam infiltrar-se na intimidade da aura da arruda e sua luz apagava-se paulatinamente. Então, a arruda física ficava emurchecida e os seus ramos amareleciam rapidamente.

Há casas, zonas ou terrenos, onde ela não vinga de modo algum, pois sucumbe à ação muito agressiva dos maus fluidos do ambiente. É por isso que as benzedeiras ou pretos-velhos, então, preferem usar os galhos de arruda molhados na água benta ou fluida, para benzer de quebranto ou acalmar os vermes excitados, porque ela assinala, realmente, os fluidos danosos. Assim, à medida que os galhos de arruda emurchecem, eles os vão substituindo por outros até se mostrarem viçosos.

 

PERGUNTA: – E qual é a função da planta guiné-pipi, também consagrada por muitas pessoas como planta de poderes miraculosos?

RAMATÍS: – Enquanto a arruda funciona como um barômetro vegetal, a guiné-pipi é o transformador vegetal, pois absorve os fluidos deletérios do meio ambiente e em troca exala eflúvios salutares. A guiné-pipi realiza, no plano do psiquismo vegetal, a mesma operação que é própria das plantas no campo físico, quando elas absorvem o anidrido carbônico e exsudam o oxigênio puro! 5

5 – Nota do Médium: – Quando criança, lembro-me que minha mãe havia plantado arruda, por várias vezes, rente à nossa casa recém-mudada e a planta não vingava. Então, a conselho de certa vizinha, ali também foi plantado um pé de guiné-pipi para purificar o ambiente. E a arruda logo vingou, cresceu e se enfolhou, dando flores amarelas e de vistosas carolas.

A existência de plantas cuja seiva, tóxicos ou vapores gasosos podem causar distúrbios psíquicos no ser humano, descontrolando-lhe o comando mental e emotivo, induz-nos a crer na existência do seu extraordinário potencial oculto ainda mais poderoso. A arruda e a guiné-pipi, portanto, além de suas qualidades vegetais físicas e até medicamentosas, ainda funcionam no plano psíquico como barômetro e transformador vegetal. Sua natureza tão generosa Deus pôs a serviço incondicional do homem tão cético!

 

PERGUNTA: – Considerando-se a influência psíquica benfeitora da arruda e guiné-pipi, também se poderia conjeturar a existência de vegetais cuja irradiação fluídica seja perniciosa e agressiva?

RAMATÍS: – O profundo conhecimento dos antigos magos sobre a natureza benfeitora ou perniciosa das plantas é que os fazia selecionar as espécies vegetais sedativas, benfeitoras, agressivas ou tóxicas, a fim de comporem os defuma dores destinados a libertar o tipo de éter necessário para determinada operação mágica! Uma das comprovações mais autênticas da influência psíquica dos vegetais no homem é o conhecido fenômeno de alergia provocado pela árvore “pau-de-bugre”, ou conhecida aroeira-brava do Sul do Brasil. Trata-se de uma irradiação magnética, deletéria e contagiosa, emanada da aura de éter-físico virulento dessa árvore, e que, ao chocar-se com a contextura do perispírito de certas pessoas mais sensíveis, causa uma infecção alérgica muito parecida ao edema de “Quink”, doença resultante da ingestão de amendoim, pinhão, chocolate e outros afrodisíacos ofensivos.

No Brasil, país tão vasto e sem assistência médica nas zonas mais afastadas, só o benzimento da preta velha ou do caboclo experiente ainda é a medida mais eficaz para eliminar o surto infeccioso do “pau-de-bugre”. O contágio mórbido, que é processado pela ação do éter-físico exalado através desse vegetal e combinado com outras energias do próprio arvoredo, produz-se na forma de chicoteamento sobre o duplo-etérico das criaturas, resultando alterações enfermiças no metabolismo endocrínico, linfático e sangüíneo.

Trata-se, pois, de uma infecção proveniente de uma agressão essencialmente fluídica, e que depois repercute de modo violento e enfermiço no metabolismo fisiológico do ser. Durante o contato do duplo etérico do homem com os fluidos do éter-físico virulento exalados pelo “pau-de-bugre”, ele sofre violento choque que atinge o eletronismo vital do sangue humano. Sob esse impacto fluídico contundente, o sangue do homem perturba-se no seu tom peculiar e altera-se na sua especificidade físico-química, resultando a edematose ou inchação, que é provocada pela infiltração do soro albumínico nos tecidos orgânicos.

 

 

PERGUNTA: – Mas existem pessoas que devem ignorar as virtudes da arruda e guiné-pipi, como barômetro e transformador vegetal, pois elas plantam essas duas plantas convictas de que elas afastam os maus espíritos! Que dizeis?

RAMATÍS: – Reconhecemos que a plantação pródiga de arruda e guiné-pipi em torno das residências terrenas jamais seria recurso eficiente e defensivo, caso os seus moradores continuem alimentando o ódio, o ciúme e a irascibilidade no ambiente doméstico. 6 Embora a arruda e a guiné-pipi não sejam vegetais com o poder miraculoso de afastar os “maus espíritos”, elas assinalam e advertem a natureza fluídica e a necessidade de purificação do ambiente, o que pode ser feito pela prece ou pela elevação da conduta moral do ser. Enquanto a arruda funciona como generoso barômetro vegetal a indicar o teor fluídico do ambiente, a guiné-pipi ajuda na absorção dos eflúvios inferiores e num transformismo sacrificial ela os devolve purificados. A verdade é que se trata de mais um recurso abençoado por Deus, no sentido de advertir a criatura humana, quando envolve-se nos maus fluidos do mundo!

6 – “A arruda, planta vulgar e clássica dos pretos, da família das Rutáceas”, subarbusto elegante e ramoso, de folhas verde-azuladas, dá Dores que se reúnem em cachos amarelos e pequenos, e dela derrama-se um cheiro muito ativo, mas pouco agradável. É muito usada contra o feitiço e outras crendices africanas, considerada uma planta protetora. Mas as virtudes mágicas da arruda não são, entretanto, criação exclusiva dos africanos, pois o velho provérbio italiano já diz: La Ruta ogni mala stuta, ou “A arruda muito mal espanta”. Desde a mais remota antigüidade que as mulheres estimam a arruda: Ruta libidinem in viris extinguem, auget in foeminis. É oriunda da Europa e aclimada no Brasil. É planta estimulante, emenagoga e empregada contra vermes, combatendo, também, a clorose e histeria Em dose forte é usada entre os mandingueiros, para tirar o quebranto. Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais, Meira Penna.

No mundo oculto, a vida ainda é mais intensa e complexa, porque ali é que as coisas palpitam em sua contextura original. O imenso potencial magnético e etérico que palpita na intimidade do reino vegetal influi no campo emotivo e psíquico do homem, quer através da fragrância do perfume, como até produzindo enfermidades alérgicas, perturbações mentais e emotivas através de suas emanações tóxicas. As favas-de-santo-inácio, espécie de bagas originárias das Filipinas, possuem um tóxico que atua fortemente no sistema nervoso humano, pois tornam o homem muito sensível e emotivo às impressões externas, causando melancolia, choro, pesares injustificados e sintomas de histeria. Entre as espécies vegetais conhecidas por “pango”, uma delas, conhecida na homeopatia por “Cannabis sativa”, ataca o sistema nervoso, produzindo intensa exaltação mental seguida de longo embrutecimento. As pessoas gentis, sob a ação do “pango”, tornam-se prazenteiras, e as irritáveis ainda ficam mais raivosas, e suas idéias se amontoam e confundem-se no cérebro, produzindo loquacidade, incoerência e esquecimento.

PERGUNTA: – Os banhos de ervas ajudam a eliminar da aura os fluidos danosos produzidos pela bruxaria?

RAMATÍS: – Sem dúvida, pois as plantas são núcleos de forças etéreo-físicas tão vigorosas como as que circulam pelo duplo etérico do homem. Mas os banhos de descarga devem ser feitos com ervas seivosas, colhidas na sua hora astrológica ascendente e no período lunar favorável, conforme já explicamos noutra obra. 7 Elas libertam forças que se acumulam durante a germinação e o crescimento; e depois bombardeiam a aura humana sobrecarregada de fluidos nocivos, desintegrando os centros de convergência mórbida. Ademais, as ervas estão impregnadas de substâncias terapêuticas, que penetram poros adentro revigorando as próprias reações orgânicas.

7 – O assunto está mais pormenorizado na obra A Missão do Espiritismo, Ramatís, Editora do Conhecimento.

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Índice de Magia de Redenção

Invocação às Falanges do Bem
Duas palavras
Explicação necessária
Prefácio
Palavras de Ramatís
1. Considerações sobre o feitiço
2. Enfeitiçamento verbal
3. Enfeitiçamento mental
4. Enfeitiçamento por meio de objetos
5. Enfeitiçamento por meio do sapo
6. Enfeitiçamento por meio do boneco de cera
7. Enfeitiçamento por meio de metais organogênicos
8. Enfeitiçamento por meio da aura humana
9. O uso do cabelo na feitiçaria
10. O mau-olhado
11. O uso de amuletos e talismãs
12. Benzimentos e simpatias
13. As defumações e as ervas de efeitos psíquicos
14. A importância dos ritos, cerimónias e conjuros
15. A influência das cores na feitiçaria
16. Os males do vampirismo
17. O feitiço ante os tempos modernos
18. O feitiço e o seu duplo efeito moral