Feitiçaria por metais

Feitiçaria ou enfeitiçamento por meio de metais organogênicos.

Capítulo 7

Feitiçaria ou enfeitiçamento por meio de metais organogênicos

 

PERGUNTA: – Por que os objetos encontrados no feitiço, como abotoaduras, agulhas, anéis, moedas de níquel, cobre ou alumínio, pregos enferrujados, grampos e outros, podem causar enfermidades à distância?

RAMATÍS: – E do conhecimento médico-científico que além das substâncias minerais que o homem possui em estado orgânico e coexistem na sua circulação sangüínea, como ferro, sódio, cádmio, cobre, cálcio, silício, potássio, fósforo e outros, diariamente, ele ainda bebe, ingere, aspira e expele traços ínfimos de metais. Sob a nossa visão espiritual, sabemos que a longevidade humana é fundamentada no perfeito equilíbrio entre o consumo e a dosagem desses metais no corpo humano, tal qual um edifício de ferro e aço sempre dura mais que um de madeira! 1

1 – Nota do Revisor – Ramatís antecipou aqui, duas décadas atrás, as conclusões da Medicina Ortomolecular, que situa no desequilíbrio dos minerais orgânicos as origens do envelhecimento humano e das enfermidades, e vem alcançando notável êxito terapêutico. O diagnóstico é feito com base no Mineralograma, que, pela análise laboratorial de fios de cabelo, identifica as quotas de minerais organogênicos do organismo.

A contextura humana, quando firmada num equilíbrio sadio de metais orgânicos disseminados pela sua circulação, oferece melhor prognóstico de longa vivência no mundo! O homem não é completamente sadio quando falta ou há excesso de metais na sua constituição orgânica e nas cotas determinadas pela sua hereditariedade biológica. Conforme a linhagem ancestral, cada ser humano possui um esquema de equilíbrio biológico hígido, o qual se compõe de quantidades certas de vitaminas, calorias, hidratos de carbono, minerais, metais orgânicos, água e outras substâncias mais imponderáveis, como o éter-físico, que a ciência ainda desconhece e que escapam às aferições de laboratórios! Trata-se de energias que estão em descenso vibratório para o corpo humano, variando em seus estados radiante e astralino!

O corpo humano, em sua sabedoria inata, sabe mobilizar e eliminar as quantidades de metais e minerais, conforme as cotas exatas para atender às necessidades indispensáveis à vida orgânica.

 

            PERGUNTA: – Quais são essas necessidades orgânicas?

RAMATÍS: – O homem, na média razoável, tem 40 litros de água, 20 quilos de carvão, 4 litros de amônia, 1,5 quilos de cálcio, 800 gramas de fósforo, 50 gramas de sal comum, 100 gramas de enxofre, 80 gramas de salitre, 50 gramas de magnésio, 7,5 gramas de manganês, 1 grama de alumínio, 20 centigramas de arsênico e traços de chumbo, cobre, iodo, cério, bromo, cádmio e ferro. O homem consome 650 gramas de oxigênio por hora e produz 900 gramas. de gás carbônico, e a própria hemoglobina que dá coloração ao sangue é uma substância assaz ferruginosa!

 

PERGUNTA: – Mas poderíeis explicar-nos quanto à presença desses metais no corpo humano?

RAMATÍS: – Além das substâncias nutritivas e protetoras, como vitaminas, proteínas e sais minerais, há outros tipos encarregados de fornecer o combustível indispensável para o organismo manter a temperatura interna, como as gorduras e os hidratos de carbono derivados de açúcares e farinhas. No inverno o homem precisa alimentar-se com alimentos energéticos e de muitas calorias para enfrentar o frio, onde predomina, por excelência, o trigo, a maior fonte de minerais e metais orgânicos!

O ferro deixa o sangue rico e as faces rosadas recompondo a voracidade dos vermes; o fósforo fortifica o corpo e renova os nervos; o cálcio mantém os dentes sãos e os ossos fortes, auxiliando a digestão; o enxofre, unido ao silício, fortalece as unhas e torna os cabelos sedosos e abundantes; o cloro auxilia a composição dos sucos gástricos para a digestão; o flúor deixa os olhos brilhantes e boa visão, além de esmaltar os dentes e protegê-los contra as cáries; o zinco e o magnésio auxiliam no crescimento; o iodo defende o organismo enfermo; o potássio garante a estabilidade e elasticidade dos tecidos do corpo humano. O sódio neutraliza os venenos corporais e o manganês une-se ao ferro para manter o sangue vermelho e queimar os resíduos do organismo.

Mas todo esse acervo de substâncias nutritivas, defensivas e protetoras, componentes do corpo humano, existem em “cotas-teto” ou limites máximos afins ao organismo, pois tanto a falta como o excesso delas causam prejuízos, perturbações e moléstias. É o que acontece com os micróbios, que são inofensivos enquanto não ultrapassam o limite de tolerância ou carência orgânica. Mas quando o corpo é ameaçado por um excesso de metal orgânico, ele mesmo excreta o mais rapidamente possível, num trabalho afanoso, aquilo que sobeja além da “cota-teto” tolerável.

 

 

PERGUNTA: – Poderíeis dar-nos algum exemplo sobre o assunto?

RAMATÍS: Um dos exemplos mais conhecidos da medicina terrena é o caso do cobre, o qual participa beneficamente na formação do sangue, com um décimo de grama; no entanto, torna-se um elemento venenoso quando predomina além dessa cota mínima!

Os médicos sabem que as pessoas ingerem cádmio associado ao zinco, em excesso, através dos canos de água galvanizados. Também absorvem traços de chumbo que se volatiliza pelo calor dos canos de escapamento de motores, inclusive outros fatores minerais provindos da fumaça de óleo cru do carvão mineral, das colheres de metal, dos aparelhos de grata e do pó-de-pedra das louças, das mãos ensuaradas pelos corrimãos niquelados de escadas e balaústres de ônibus, maçanetas de portas e refrigeradores, das chaves de bronze, cobre e ferro, dos comuta dores de luz, de máquinas de escrever, costurar e calcular; instrumentos e ferramentas de consertos de automóveis, abotoaduras, brincos, colares e enfeites do corpo, além de grafites e substâncias químicas corantes.

As crianças, inadvertidamente, apanham o alimento com as mãos e quando o levam à, boca estão sobrecarregados de traços de metais e sais minerais. Há ainda os detergentes de limpeza de roupas, utensílios sanitários e de cozinha, além dos inseticidas aplicados na produção de tomates, pêssegos, morangos ou uvas, cuja carga tóxica se inicia por leves traços de ingestão mineral e pode se tornar perigosa, caso o organismo não consiga eliminá-la tão rapidamente quanto o tempo em que entra na circulação. Então pode provocar sintomas conhecidíssimos, como a cólica de pintores e mineiros, devido ao chumbo-branco contido nas tintas ou exsudado nas minas.

Aliás, a medicina terrena já descobriu que o corpo humano pode produzir suas próprias vitaminas e outros ingredientes semelhantes, mesmo quando o paciente não ingere o alimento básico vitaminado, salvo em caso de carência muito grave, quando então exige o socorro urgente. No entanto, o corpo não consegue fabricar metais orgânicos, nem mesmo desintegrá-los atomicamente, e sua deficiência requer um abastecimento do exterior.

 

            PERGUNTA:- Poderíeis dar-nos algum exemplo disso?

RAMATÍS: – Na Austrália, quando os carneiros morriam paralíticos, foi bastante acrescentar ao sal que eles lambiam dos alimentos uma diminuta porção de cobalto, para recuperarem a saúde! Hoje, os criadores australianos e de outros países sabem que trinta gramas de cobalto, por ano, podem manter 100 carneiros sadios. A quantidade de ferro do homem normal, adulto, daria para compor uns dois pregos, pois é o constitutivo essencial da hemoglobina do sangue e transporta o oxigênio através do corpo!

 

 

PERGUNTA: – Qual é o processo que usa o feiticeiro, com os metais dos objetos preparados para o enfeitiçamento?

RAMATÍS: – O mago-negro ou feiticeiro experimentado emprega “poderes invisíveis para obter efeitos visíveis”, conforme é o conceito de magia. Igualmente, os cientistas empregam os “poderes invisíveis” dos cíclotrons, para desintegrar o átomo e a bomba atômica, que depois produz efeitos visíveis como foi a destruição de Hiroshima, numa perfeita bruxaria científica. Os feiticeiros oficiais da ciência também operam com forças ocultas, como é a energia atômica, agindo através de objetos adrede preparados como detonadores e com eles controlam a carga maléfica onde melhor lhes convier! Os bruxos amadores, no entanto, também usam alguns espíritos desencarnados, que, à guisa de “cíclotrons vivos”, ajudam-nos a acelerar ou dinamizar o campo atômico de objetos de metais, como moedas de cobre, níquel, prata, chaves de bronze, coisas de zinco, de cádmio, pregos de ferro e agulhas de aço, lançando os traços radioativos dos mesmos sobre a aura da vítima enfeitiçada!

Os traços fluídicos desprendidos dos metais de objetos dinamizados como acumuladores de forças, penetram na área psicofísica da criatura desguarnecida por culpa de suas imprudências emotivas e descontroles mentais. Ali, eles se acomodam e condensam-se, pouco a pouco, na sua forma primitiva, assim como acontece com o enxofre no retorno do fenômeno de sublimação. Isso alimenta um campo magnético receptivo, em que o feiticeiro atrai e dinamiza novos traços radioativos de cobre, ferro, cádmio, zinco e chumbo.

A vítima então recebe uma carga de metal fluidificado pelo feiticeiro e catalisado pelos seus asseclas desencarnados, feitiço que, na maioria das vezes, é trabalho exclusivo dos desencarnados. A aura da vítima enfeitiçada sob a freqüência letárgica, lembra algo da retorta de laboratório terreno, que produz o aquecimento ou o resfriamento consecutivo, produzindo as condições eletivas para sublimar ou consolidar novamente as substâncias em experiência. A matéria sólida pode atingir o estado pastoso, gasoso, radiante e fluídico, tornando-se invisível e inacessível aos sentidos físicos, desde que pudesse ser ativada num forno capaz de ultrapassar as temperaturas conhecidas nas experiências físico-químicas. No entanto, os corpos materiais fluidificados pelos espíritos também podem regressar de modo decrescente aos seus estados anteriores, como radiante, gasoso, líquido e sólido, pois é de conceito científico que a “matéria é energia condensada”! A matéria, portanto, é a energia aprisionada contrariando o seu verdadeiro estado natural de liberdade e dinâmica, motivo por que escapa e foge incessantemente para o seu mundo original, conforme verificamos pelas auras de desgaste de tudo o que existe plasmado nas formas transitórias. Assim como o estado gasoso é a verdadeira liberdade da energia da água, o gelo é o seu estado antinatural!

O feiticeiro, portanto, serve-se da aura da própria vítima, como a retorta fluídica que gradua a vibração e o campo magnético apropriado de atração e projeção do metal fluidificado, condensando-o naturalmente em direção ao organismo físico.

 

PERGUNTA: – Poderíeis dar-nos algum exemplo mais claro disso?

RAMATÍS: – Os traços radiantes de metais, que são projetados sobre o campo áurico da vítima enfeitiçada, depois baixam vibratoriamente para o estado radiante, líquido e sólido através da sucção dos “chacras” ou duplo etérico, e penetram na circulação sangüínea pelo sistema nervoso e endocrínico, intimamente ligados com o mundo “etéreo-astral”. Conforme a intensidade dos traços fluídicos do metal projetado no processo de bruxaria, o chacra vital, esplênico, recebe o primeiro impacto e reduz o seu metabolismo defensivo no duplo etérico. Em seguida, o sistema nervoso conduz a carga mórbida ainda fluídica até a glândula hipófise, a regente da organização humana, ali polarizando-se até convergir lentamente em direção às tireóides, paratireóides, fígado, supra-renais, pâncreas e adere ao sangue quando atinge o baço.

Então inicia-se a enfermidade controlada pelos feiticeiros ou espíritos daninhos do Espaço, que excitam e adensam o campo mental emotivo da vítima, incentivando-lhe todas as reações descontroladas. Como os objetos furtados às vítimas possuem a sua vibração pessoal e continuam ligados à sua aura psicofísica, eles transmitem traços e mais traços do metal fluidificado, ultrapassando as cotas mínimas dos minerais organogênicos e causando os distúrbios orgânicos! 2

2 – “Todos os objetos que você vê emoldurados por substâncias fluídicas acham-se fortemente lembrados ou visitados por aqueles que os possuíram.” Trecho extraído do capítulo, “Psicometria”, da obra Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, por Chico Xavier, edição da FEB.

Os traços metalóides que foram projetados à distância terminam por se materializar na circulação sangüínea e ultrapassam o nível de tolerância do organismo, ocasionando graves enfermidades. Conforme a competência do feiticeiro e dos seus comparsas desencarnados, a projeção desses traços fluídicos de metais e metalóides pode visar preferencialmente certos órgãos que devem ser afetados, paralisados ou destruídos.

 

PERGUNTA: – Como se processa esse enfeitiçamento visando certo órgão do homem, para ser combatido pelos traços fluídicos de metais?

RAMATÍS: – Os feiticeiros fazem sobrecarga fluídica de certo tipo de metal na corrente sangüínea, para ultrapassar o limite das cotas mínimas suportáveis por determinado órgão. Quando o cádmio ultrapassa no sangue o seu nível de tolerância, ele concentra-se e deposita-se nos rins; sob a mesma hipótese, o chumbo deposita-se no fígado, o alumínio e o vanádio concentram-se nos pulmões.

Caso o feiticeiro pretenda lesar o rim da vítima, ele então, catalisa o objeto de cádmio e aumenta a sua cota-teto; para atacar os pulmões escolhe o vanádio ou alumínio, e, assim por diante, acasalando à distância o metal certo para a doença certa! Quando se trata de enfeitiçamentos de alta importância, os feiticeiros, espíritos e magos experimentados nessa tarefa abominável primeiramente fazem um exame rigoroso na futura vítima. Então procuram verificar a sua vulnerabilidade perispiritual’ e quais os tipos de objetos e coisas que devem ser surripiados, a fim de ativar os “traços” de metais e metalóides adequados para a ação maléfica nos órgãos mais debilitados. O verdadeiro trabalho de bruxaria inicia-se muito antes de se mobilizar as cargas substanciosas contra a futura vítima.

 

PERGUNTA: – Não pudemos entender satisfatoriamente essa dissertação!

RAMATÍS: – Supondo-se que os feiticeiros consigam obter objetos de chumbo pertencentes à vítima; eles então sabem que este metal afeta particularmente o fígado e o intestino, quando ultrapassa a sua cota mínima de tolerância orgânica. O seu trabalho preliminar então consiste em perturbar e desproteger o fígado, a fim de torná-lo impotente e vulnerável contra o impacto fluídico dos traços de metais que lhe são ofensivos. Os espíritos, a soldo do feiticeiro, procuram perturbar a vítima pelas emoções descontroladas e atos prejudiciais a esse órgão. Eles interferem na sua vida doméstica acicatando conflitos entre os seus familiares, assim como estimulam toda sorte de apetites e preferência por alimentos, condimentos e bebidas, que possam afetar o órgão hepático, além de saturá-lo com a carga dos descontroles emotivos.

 

PERGUNTA: – O assunto é complexo e rogamos mais esclarecimentos sobre essa mobilização perniciosa dos feiticeiros, os quais pretendem desequilibrar as cotas mínimas dos metais organogênicos do corpo humano!

RAMATÍS: – Há pessoas que adoecem quando ingerem alimentos à base de ovos, leite, condimentos, gorduras de porco, conservas de peixe e carnes, ou frutas como limão, abacaxi ou melancia. Os espíritos malévolos, verdadeiros nutrólogos mal intencionados, então procuram nortear o desejo alimentício de suas vítimas, de modo que elas ingiram com mais freqüência os alimentos e ingredientes que lhes façam mal. 3 Como o “fruto proibido” sempre é o mais apreciado, eles incitam o mecanismo do desejo de suas vítimas, para que prefiram justamente aquilo que é alérgico à sua constituição psicofísica. O trabalho excessivo do fígado, por exemplo, na imprudência da glutonice ou na drenação difícil de substâncias agressivas e complexas, aumenta o êxito do enfeitiçamento, pois o debilita para melhor convergência dos metais fluídicos adrede especificados pelos feiticeiros do Além!

 

3 – Nota de Ramatís: – Os trabalhos obsessivos e de feitiçaria, por parte dos desencarnados, demandam tempo, obstinação e conhecimento, onde as equipes sob o comando de veteranos diabólicos desenvolvem extensa rede de atividades sub-reptícias, a fim de minar o máximo possível a resistência das vitimas. Como Deus não cria, deliberadamente, situações desairosas e ofensivas ao homem, é sempre conveniente a criatura redobrar de vigilância e ajustar-se a uma elevada conduta espiritual, quando percebe em torno de si um encadeamento subversivo, que lhe semeia a vida de circunstâncias perniciosas e desagradáveis. Como diz o velho refrão, “aí há dente de coelho”!

 

Mas, se em vez de o feiticeiro pretender lesar o fígado, ele escolhe o rim, então passa a catalisar traços de metais de objetos de cádmio, por exemplo, cujo aumento em sua cota mínima fere a contextura anatômica e fisiológica de tal órgão; tratando-se dos pulmões, será o vanádio ou o alumínio, consecutivamente. Quando se trata de um enfeitiçamento muito importante para os feiticeiros terrenos ou espíritos desencarnados, eles fazem preliminarmente um demorado levantamento compondo minucioso repertório da vítima, a fim de verificarem a sua vulnerabilidade perispiritual e orgânica. Em seguida, examinam quais os tipos de objetos e coisas que devem ser surripiadas ou mobilizadas para ativarem mais rapidamente os traços de metais e metalóides orgânicos mais sensíveis ao impacto de bruxaria! Assim, o verdadeiro trabalho de enfeitiçamento inicia-se muito antes de a vítima perceber na carne ou no perispírito os sintomas ofensivos e maléficos!

 

PERGUNTA: – Porventura, ainda adianta a vítima refugiar-se numa conduta superior ou proteger-se através da oração, quando já foi alvejada pela projeção implacável e enfeitiçante dos traços fluídicos?

RAMATÍS: – A conduta superior sempre atrai entidades de melhor estirpe espiritual, em favor dos necessitados, enquanto a oração eleva a freqüência vibratória do duplo etérico defensivo do ser. Os espíritos das sombras encontram maiores dificuldades para exercer a sua atividade daninha e fatigam-se quando a vítima se reajusta incessantemente à freqüência espiritual superior à faixa vibratória onde eles operam. Repetimos que não é fácil para os desencarnados lograrem êxito em todas as suas ações diabólicas contra os “vivos” pois, em caso contrário, a humanidade já estaria completamente escravizada aos desígnios do mundo oculto, e os homens seriam incapazes de quaisquer iniciativas e discernimentos particulares.

Como a irritação, atrabiliaridade, cólera, injúria, impaciência e aflição produzem impactos violentos no fígado, e esses tóxicos depois se encaminham para os rins, ou drenam pela pele na forma de eczemas, urticárias, brotoejas impingens, cobreiros e outras dermatoses, devido à insuficiência renal, as pessoas sob tais condições incontroláveis são mais atacadas pela feitiçaria.

Mas quem cultiva em sua vida a mansuetude, paciência, tolerância, confiança, ternura, delicadeza e humildade não se irrita nem é acometido das expurgações daninhas pela pele, ou pela intoxicação hepática, que tanto favorece certo tipo de feitiço! Quem ora e vigia, evangelizando-se pela elevação espiritual, também não produz toxinas lesivas à sua própria organização carnal!

Embora a criatura tenha sido alvejada pela projeção nefasta, de metais fluídicos enfeitiçantes e lesivos a certo órgão, ela elimina mais facilmente os seus efeitos perniciosos, sob uma conduta evangélica, do que alimentando atos pecaminosos que ainda reforçam o campo fluídico em favor do êxito de bruxaria! O homem que aprende a respirar a plenos pulmões é invulnerável à fadiga proveniente dos longos esforços e goza de excelente saúde; o espírito evangelizado também respira a longos haustos o oxigênio espiritual, que desintegra miasmas, bacilos, tóxicos fluídicos e cargas de feitiçaria!

 

            PERGUNTA: – É sempre o mesmo o nível de tolerância da “cota-teto” ou “cota mínima” de cada metal do organismo humano?

RAMATÍS: – A “cota mínima” de metal organogênico apresenta-se afim à latitude geográfica onde vive a criatura, porque o duplo etérico regula o metabolismo orgânico do homem conforme o tipo e a quantidade de éter-físico extraído do próprio meio onde atua. Ademais, ainda sofre a influência das concentrações fluídicas e energias da região onde a criatura se gerou, o que também varia conforme a região polar, tropical ou equatorial. Os clarividentes treinados podem informar que varia a densidade, o clima, a altitude e a distância dos pólos magnéticos onde vive o homem, não apenas no campo físico do orbe, mas, principalmente, no campo fluídico, bem mais pródigo e sensível.

O éter-físico absorvido do Sol e exsudado pela Terra, sob os quatro aspectos, químico, vital, luminoso e refletor, também se ajusta aos diversos tipos de raças e indivíduos, que tanto variam entre si, pois, embora o africano e o europeu sejam ambos criaturas humanas, apresentam reações eletromagnéticas de efeitos até opostos. Considerando-se que no campo da eletricidade biológica do ser humano e atestável objetivamente, verificam-se as mais desencontradas diferenças de reações particulares, que se dirá, então, da contextura íntima do duplo etérico humano, veículo imprescindível nas relações entre o corpo carnal e o perispírito?

Por isso, o esquema biológico de certos povos difere em suas cotas sangüíneas de metais organogênicos, variando de acordo com a latitude geográfica. Isso, então, obriga os magos e feiticeiros desencarnados a mobilizarem recursos diferentes nos seus impactos de metais e metalóides fluídicos, agindo conforme a região, o clima e a altitude em que vivem as suas vítimas!

 

PERGUNTA: – Poderíeis exemplificar-nos melhor a esse respeito?

RAMATÍS: – O cádmio encontrado nos rins dos povos habitantes do planalto africano correspondia apenas a um quinto do nível do mesmo cádmio encontrado nos norte-americanos, e a um oitavo dessa quantidade nos organismos dos japoneses. No entanto, os exames médicos revelaram que os africanos, só em casos raros, acusavam a pressão alta, esclerose das artérias ou destruição do coração, enquanto essa condição mórbida predominava entre os norte-americanos e quase metade dos japoneses. Então, foi possível verificar-se que a maioria dos diabéticos, como acontece nos habitantes dos Estados Unidos, não possui cromo orgânico, enquanto há poucos diabéticos nos países onde predomina o cromo na circulação sangüínea.

Modernamente, a medicina tende a crer que não falta insulina no organismo de certos diabéticos, mas o que os prejudica é a má qualidade da mesma, cuja composição química deficiente trai a ausência de um metal orgânico, o qual varia de povo para povo. Há um metal ou metalóide imprescindível e vital, que estabiliza a insulina comum em certos diabéticos, apesar da destilação insulínica normal processada pelas ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Nos Estados Unidos e certos países da Europa, morrem mais diabéticos do que entre os povos asiáticos, cujo índice de cromo é bem mais elevado. Assim, há mais diabéticos entre as pessoas verminóticas e vítimas da anemia “ferro-priva”, porque também se observa menor índice de metal organogênico no seu cômputo geral.

Quando os médicos dominarem o duplo etérico do homem, veículo que absorve do meio ambiente o prana ou vitalidade, além de sua função excepcional de relacionar o perispírito ao corpo físico, eles também conseguirão solucionar as moléstias mais difíceis decorrentes da assimilação e excreção do corpo humano! Analisado minuciosamente o duplo etérico, os médicos identificarão os motivos por que as emanações radioativas afetam a base química das células produzindo a leucemia. Por que a epilepsia essencial tanto se assemelha aos quadros mórbidos pseudo-epilépticos, provocados pelo excesso de nicotina, amônia, arsênico e outras substâncias químicas, cuja carga em demasia obriga o sistema nervoso a um colapso e conseqüente drenação tóxica pelos poros da pele e pela saliva? Por que certas ervas e medicamentos químicos curam determinados surtos cancerígenos, mas falham completamente em casos bem mais simples? Por que há criaturas, conhecidas por radiestesistas, que encontram facilmente veios de água com forquilhas de pessegueiros e aveleiras? Por que há benzedores que derrubam bicheiras de gado, à distancia, livram as crianças do “quebranto”, derrubam verrugas ou curam eczemas renitentes?

 

PERGUNTA: – Quereis dizer que o alimento e a água, mais ou menos mineralizada, de certas regiões do nosso globo, também influem nas modalidades das doenças. Não é assim?

RAMATÍS: – Por que os médicos recomendam-vos certas águas minerais para tratamentos orgânicos? Evidentemente, eles sabem quais as carências mineralógicas que estabelecem um campo deficitário no organismo favorecendo o êxito de enfermidades perigosas. As doenças cardiovasculares são mais freqüentes entre os povos ou regiões onde se bebe a água leve, resultando disso a apoplexia, e hemorragia das artérias cerebrais, enquanto as mesmas são mais raras entre as criaturas que usam a água pesada. 4 Enquanto a água pesada reduz a morte tão freqüente entre os povos do Novo México, a água leve aumenta o índice de óbitos na Carolina do Sul e no Nordeste do Japão. A água leve carreia e dissolve traços de metais de chumbo, titânio, rubídio, cádmio, cromo e zinco dos encanamentos públicos. Em conseqüência, caso os feiticeiros pretendam provocar a morte de indivíduos nessas regiões, eles terão mais êxito projetando traços metalóides de chumbo, cádmio, zinco e outros semelhantes, a fim de ultrapassar-lhes as “cotas mínimas” do organismo e sedimentarem-se nos diversos órgãos de sua eletividade mórbida.

4 – Água pesada, obtida pela eletrólise duma solução aquosa diluída de hidróxido de sódio.

Nos sistemas de canos galvanizados das cidades terrenas, a água carreia traços de metais que debilitam os vasos capilares ou sistema sangüíneo. Isso sobrecarrega o funcionamento da bomba cardíaca e provoca aumento de pressão no esforço incomum da irrigação orgânica. No entanto, a água de fontes naturais e saudáveis é excelente terapêutica para equilibrar as cotas de metais organogênicos alterados e proporciona melhor índice de saúde ao homem!

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Índice de Magia de Redenção

Invocação às Falanges do Bem
Duas palavras
Explicação necessária
Prefácio
Palavras de Ramatís
1. Considerações sobre o feitiço
2. Enfeitiçamento verbal
3. Enfeitiçamento mental
4. Enfeitiçamento por meio de objetos
5. Enfeitiçamento por meio do sapo
6. Enfeitiçamento por meio do boneco de cera
7. Enfeitiçamento por meio de metais organogênicos
8. Enfeitiçamento por meio da aura humana
9. O uso do cabelo na feitiçaria
10. O mau-olhado
11. O uso de amuletos e talismãs
12. Benzimentos e simpatias
13. As defumações e as ervas de efeitos psíquicos
14. A importância dos ritos, cerimónias e conjuros
15. A influência das cores na feitiçaria
16. Os males do vampirismo
17. O feitiço ante os tempos modernos
18. O feitiço e o seu duplo efeito moral